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29 de Outubro de 2021 Aquaculture Brasil
Conheça Marcia Kafensztok, vencedora do Prêmio Mulheres do Agro

Mulheres com histórias inspiradoras estão espalhadas por todo o Brasil. A prova de que a gestão feminina no agronegócio ganha maior proporção a cada ano se mostra com as histórias das vencedoras da 4ª edição do Prêmio Mulheres do Agro, organizado pela Bayer, empresa química e farmacêutica Alemã com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). De grãos à aquicultura, as premiadas se comprometem com o alto nível de excelência da gestão, equilibrando os pilares econômicos, sociais e ambientais, sem se preocupar com a questão de gênero na hora de tomar decisões.

O número de mulheres dirigindo propriedades rurais no Brasil alcançou quase 1 milhão. A partir do último Censo Agropecuário de 2017, o IBGE identificou 947 mil mulheres responsáveis pela gestão de propriedades rurais, de um universo de 5,07 milhões. A maioria está na região Nordeste (57%), seguida pelo Sudeste (14%), Norte (12%), Sul (11%) e Centro-Oeste, que concentra 6% do universo de mulheres dirigente.

Marcia Kafensztok, ganhadora do 1º lugar no Prêmio Mulheres do Agro, na categoria pequena propriedade, está no comando da Primar Aquacultura, em Tibau do Sul (RN). Orgulhosa, ela diz que esta é a primeira fazenda de aquacultura orgânica certificada do Brasil, que produz camarões e ostras nativas. O "Sistema Primar de Aquacultura Orgânica" adota e promove práticas de manejo de baixo impacto ecológico. A propriedade possui cerca de 40 hectares de área de viveiros, fundada em 1993 por Alexandre Wainberg, iniciou suas atividades com o cultivo de camarão nativo em sistema extensivo, mas logo intensificou a produção com a introdução do Litopenaeus vannamei

Em 2001 alterou o rumo do seu desenvolvimento, dando ênfase à sustentabilidade e iniciou a implantação do "Sistema Primar de Aquacultura Orgânica", de acordo com as diretrizes do ​IFOAM​ (International Forum of Organic Associations and Movements), alcançando certificação a orgânica pelo IBD (Instituto Biodinâmico).

 

Certificação orgânica – o pioneirismo que hoje tornou-se modelo no Brasil

Na época, a Primar dava o passo inicial para tornar-se a primeira fazenda com selo de certificação na produção orgânica de camarão marinho. O processo teve início em 2001 e só foi concluído em 2003, quando finalmente recebeu a certificação pelo IBD. “Como éramos a primeira no Brasil a entrar com o pedido da certificação, eles não tinham outra fazenda para se basear. Sendo assim, Alexandre sentou com o pessoal do IBD e juntos formataram quais seriam as normas para a aquicultura orgânica, porque não existia. Eles trouxeram para a aquicultura alguns conceitos que eram adotados na agricultura, como por exemplo o consórcio de culturas, cultivo em baixo adensamento e sem uso de produtos químicos”.

 

 

Ostras nativas e orgânicas 

Em 2005 a empresa resolveu introduzir o cultivo de ostras, que deveriam ser nativas, tendo em vista que após a certificação, nenhuma outra espécie exótica, além do camarão que já estava presente, poderia ser introduzida na fazenda. No ano de 2014 o laboratório foi montado e começou a operar. Mas nada foi fácil, Segundo Marcia, “A primeira leva de sementes foi produzida com sucesso somente em 2015. Foram 43 larviculturas sem êxito. Alexandre já estava desistindo, ficou longe do laboratório por 20 dias, mas depois voltou e na 44° tentativa fez um milhão e duzentas mil sementes.

Formada em design gráfico com uma carreira distante da aquacultura, Márcia se viu no dilema de fechar a empresa após a morte do marido, “Alexandre era formado em biologia marinha, com mestrado em bioecologia aquática e faleceu em 2015. Quando partiu deixou todo esse projeto da Primar. Projeto que teve continuidade em função do apoio dos funcionários e várias outras pessoas, como amigos e o pessoal das universidades, que aceitaram dar seguimento mesmo sem tê-lo presente”.

 

Instituto Alexandre Alter Wainberg

Com mais de 30 trabalhos de graduação, mestrados e doutorados já foram realizados dentro da Fazenda.O sonho de Alexandre era que a primar se tornasse um instituto, polo de referência para estudos em aquicultura. “Estou formalizando os contratos com as Universidades, aceitando estágio obrigatório, já temos estrutura de alojamento para poder receber os estudantes e coloquei a meta de 10 anos para que isso se torne um instituto, como queria ele”. “Nosso objetivo é realmente abrir para o pessoal entrar e fazer pesquisas. Estamos em um processo de construção coletiva de conhecimento. Porque eu acredito que quanto mais a gente se abre, mais a gente recebe”, relata Marcia.

 

Fonte: Mulheres do agro | Censo agro 2017  | Eles fazem a diferença - Aquaculture Brasil

 

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Charge Edição nº 22 Publicado em 28/07/2021
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