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Cultivo de Camarões
07 de Junho de 2021 Jéssica Brol
Presidente da ABCC pede união e um redobrado esforço de mobilização setorial

No dia de ontem (06/06) o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, divulgou nas redes sociais uma nota sobre o momento atual da carcinicultura, que enfrenta um momento de queda nos preços de venda do camarão cultivado. 

Itamar ressaltou que não será com redução da produção que o Brasil irá superar os recorrentes problemas de preços baixos e pede união do setor para superar o momento e recolocar o Brasil no cenário de destaque da carcinicultura mundial. O presidente também coloca algumas medidas que serão praticadas pela associação para auxiliar no desenvolvimento do setor.

Confira a nota:

"Prezados Produtores,

Quando se tem presente que a participação brasileira, no volume/valor das exportações de camarão cultivado foi de apenas (80,3 t / US$ 341 mil), de um volume/valor de 3.200.000 toneladas / US$ 25 - 30 bilhões em 2020, fica muito clara as perdas de Oportunidades confrontadas pelo camarão cultivado do Brasil!

Notadamente quando se acompanha as discussões internacionais sobre os mercados mundiais de camarão marinho cultivado, que de um lado tem as projeções sobre qual o país (exceção da China) irá primeiro produzir 1 Milhão de Toneladas de Camarão Marinho Cultivado: Índia, Equador, Vietnã ou Indonésia?? E de outro, qual o mercado que irá Primeiro importar 1,0 Milhão de Toneladas de Camarão Marinho: EUA, China, Europa e Países Emergentes (10 países!!), sem incluir Japão e Coreia do Sul, bem como, fazer qualquer menção ao Brasil.

Mesmo quando se tem presente que em 2003, o camarão cultivado do Brasil foi Líder Mundial de Produtividade Setorial e ocupou posição de destaque (Primeiro Lugar) nas importações de camarão pequenos e médios dos EUA e de camarão tropical da União Europeia (2004), com especial destaque para a França, com uma participação de 28%!!!

No entanto, em 2020 o camarão cultivado do Brasil praticamente ficou fora do mercado internacional (80,3 t / US$ 341 mil), comparado com 677.000 toneladas e US$ 3,6 bilhões de dólares do Equador, numa clara demonstração dos equívocos cometidos pela nossa política de produção e exportações de camarão, entre os anos de (2004/2020)!!!

Por isso, tendo presente que os preços pagos na fazenda, ao camarão marinho cultivado do Brasil, pela cadeia de intermediação (R$ 12,00 -R$ 14.00/Kg) para o camarão inteiro de 10 gramas, chegou mais uma vez ao fundo poço, colocando em risco uma atividade tão importante para a socioeconomia primária brasileira.

Notadamente quando se analisa a conjuntura atual dos mercados, nacional e internacional, o que nos leva a simples conclusão: estamos precisando da aplicação de uma ferramenta que certamente é de difícil êxito, mas que só depende do entendimento e decisão do próprio setor: união e um redobrado esforço de mobilização setorial.

Por isso amigos, precisamos urgentemente, superar os entraves dos preços baixos e dar uma atenção especial à ampliação das oportunidades de vendas no mercado interno e, naturalmente, das exportações, retornando ao mercado internacional, o que passa necessariamente, pelo aumento sustentável da produção e pela necessária Captação de apoio financeiro para a industrialização, estoque de produtos acabados e exportações.

Bem como, naturalmente, de ações de competitividade suficientemente solidas, para atrair investimentos estruturadores, financiamentos para os investidores privados e especialmente, Empresas Âncoras, detentoras de tecnologias para apoiarem a grande massa de micros e pequenas Carciniculturas, na exploração com sustentabilidade, das nossas vastas áreas disponíveis em todo o Brasil , gerando oportunidades de negócios, produção, empregos, rendas e, estabelecendo uma nova ordem econômica, com reais condições de proporcionar vida com dignidade no meio rural Litorâneo e Interiorano do Nordeste e do Brasil.

Como conhecedor da realidade brasileira e mundial da produção de camarão marinho cultivado, reafirmamos nossa profissão de fé no futuro brilhante para a nossa carcinicultura, mas claro, se não permanecermos deitados, em berço não tão esplêndido, mas mesmo assim, comodamente adormecidos.

Ah!! Esqueci de esclarecer, especialmente para os incrédulos, não será com redução da produção que iremos superar os recorrentes problemas de preços baixos!!! Basta ver que o Equador (256.000 km² e 600 km de costa), sem energia elétrica e estradas, projeta Produção de 800 - 850 mil toneladas e exportações de 750.000 t / US$ 4,0 bilhões em 2021 e, pasmem!! Os preços começaram a aumentar em maio/junho de 2021!!!

O hilariante é que em 2003 o Brasil produziu (90.190 t) exportou (58.455 t) mais camarão cultivado do que o Equador: (78.500 t/ 58.011 t).

Por isso, está na hora de acordar: CE, RN, PB, SE, PE, BA, PI, SC, AL, MA, PR, SP etc. Inclusive, em 2021 iremos realizar um Atualizado Censo da Carcinicultura Marinha Cearense e Potiguar, com apoio dos Deputados Federais: Moser Rodrigues (Moses Rodrigues-MDB/CE) e Beto Rosado (PP/RN), onde se localizam 50% dos Carcinicultores Brasileiros, como forma de contrapormos os números equivocados e fora do contexto divulgados pelos Governos: Federal e Estaduais!!

Além disso, com o apoio do Deputado Federal General Girão (PSL/RN) e do Deputado Federal Fabio Reis (MDB/SE), a ABCC, em parceria com a ANCC (Rio Grande do Norte) e a ACCSE (Sergipe), a ABCC irá realizar 4 Cursos sobre BPMs e Medidas de Biossegurança, com prioridade para micros, pequenos e médios carcinicultores, mas com disponibilidade para os demais elos da nossa cadeia produtiva.

Nesse mesmo contexto, estaremos publicando um atualizado e abalizado Manuel de BPMs e Biossegurança, juntamente com 6 Vídeos Aulas, que além dos principais fundamentos técnicos operacionais relacionados ao cultivo do camarão L. vannamei, incluirá a preparação de pratos especiais com as diversas formas de apresentação do camarão marinho cultivado.

Amigos!! Vamos que vamos e acreditem, unidos e misturados lograremos o êxito almejado!!

Abraços,

Itamar Rocha | Eng. de Pesca, CREA 7226-D/PE (Primeira Turma- 1974) | Presidente ABCC"

Veja também:

Aquatec - A qualidade do seu camarão nasce aqui 

5 dicas para criar camarões marinhos em água doce

 

 

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Charge Edição nº 5 Publicado em 01/05/2017
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