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Green Technologies
01 de Maio de 2017 Maurício Emerenciano
As proteínas de origem animal na Aquaponia

A produção mais sustentável de alimentos “literalmente” esta cada vez mais na “boca do povo” e na mira dos investidores! Tanto em feiras, como nos supermercados ou em lojas especializadas, os alimentos ditos “mais ecológicos” vem ganhando espaço e a cada dia estão mais presentes no nosso cotidiano. A variedade é imensa: de uma hortaliça a uma fruta, de uma barra de cereal a um delicioso pote de geleia ou mel. No entanto, nos últimos anos as carnes também vem ganhando espaço. O leque só aumenta, fruto da grande demanda. Mas, e os peixes? Neste sentido a coluna “Green Technologies” desta edição destaca as principais espécies de organismos aquáticos produzidos na aquaponia e que geram proteína de origem animal da mais alta qualidade e de maneira muito ecológica.

 

 

São várias as espécies que apresentam potencial para a produção em sistemas aquapônicos, destaque especial para os de água doce como as tilápias. Aliás, arrisco a dizer que é a espécie no mundo mais produzida neste sistema. Facilidade na obtenção de alevinos, rusticidade e amplo mercado são as vantagens que a tornam quase imbatível tanto em aquaponias mais “caseiras” ou comercias. No entanto, espécie marinhas como pargos e linguados, ou eurihalinas como os robalos, também são produzidos. Aliás, os cultivos marinhos na aquaponia até ganharam um apelido, são chamados de “maraponics” (que vem de “mariculture”+ “aquaponics”). Para cultivos marinhos uma atenção especial deve ser dada, utilizando plantas tolerantes às concentrações de salinidade empregadas, como é o caso das Salicornia sp. e das Sacocornia sp., ambas comumente chamadas de “sal verde”. Adicionalmente, outros peixes como as trutas, e em menor escala, as carpas, bagres e peixes ornamentais também são produzidos nos sistemas aquapônicos.

Além disso, alguns crustáceos também vêm sendo utilizados como é o caso da lagosta australiana (Cherax sp.), camarões de água doce (Macrobrachium sp.) e do camarão-branco do Pacífico (L. vannamei). Seja marinha ou de água doce, consumo ou ornamental, para escolher uma espécie deve-se dar atenção a demanda de mercado da região, características biológicas e adaptação climática da espécie escolhida. Respeitar as exigências ambientais das plantas e dos peixes é um dos pontos-chave dessa modalidade de cultivo! Boas despescas e ótimas colheitas!

 

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Maurício Emerenciano

Maurício Emerenciano é graduado em Zootecnia (UEM), mestre em aquicultura (FURG) e doutor em Ciências pela UNAM (México). Em 2014 foi ganhador da Medalha Alfonso Caso (menção honrosa designada às melhores teses e dissertações dos Programas de Pós-Graduação da UNAM/México). Atua na aquicultura desde 2002 e como pesquisador já realizou cooperação científica em diversos centros de pesquisa como Waddell Mariculture Center (EUA), CSIRO (Austrália) e IFREMER (França). Foi consultor científico em aquicultura para o governo do Chile, do México e Polinésia Francesa (Pôle d’Inovación de Tahiti). Membro do Biofloc Technology Steering Committee (AES), voltado a ações científicas e tecnológicas referentes ao sistema BFT. Possui capítulo de livro referência mundial da tecnologia de bioflocos (Biofloc Technology - The practical guide 3rd edition). Já proferiu mais de 20 cursos e diversas palestras sobre tecnologias “mais verdes” de produção para produtores, indústria e academia no México, Brasil, Chile e Colômbia. Atualmente é professor e pesquisador da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), campus Laguna/SC, onde coordena projetos de pesquisa vinculados ao setor público e privado.

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Charge Edição nº 11 Publicado em 01/04/2018
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