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Aquicultura Latino-Americana
01 de Outubro de 2016 Rodolfo Luís Petersen
A história da Prilabsa, uma empresa com selo latino-americano

PRILABSA BR Ltda uma empresa transnacional dedicada a comercialização de dietas alimentícias e equipamentos para a carcinicultura. Fundada no ano de 1992, iniciou suas operações no Equador importando inicialmente cistos de artemia salina do Grande Lago Salgado (Salt Lake City, Utah/EUA). Anos depois, em 1997, incluiu na sua distribuição as dietas micronizadas para larvicultura e berçários de duas grandes empresas americanas: ZEIGLER BROS e MACKAY MARINE, reconhecidas mundialmente pela qualidade dos seus produtos para alimentação animal.

Em todas as décadas desde sua implantação a PRILABSA vem satisfazendo as necessidades dos laboratórios de produção de larvas de camarão e de alevinos de peixes graças ao real conhecimento do meio ambiente. Em 2002 abriu sua primeira filial fora do Equador, na Florida/EUA, e em 2003 abriu a segunda filial, em Natal – Rio Grande do Norte, estado que na época era o maior produtor de pós-larvas de camarão.

“Não somos só uma empresa distribuidora de ração, somos mais do que isso. Temos a consciência clara de que o sucesso do carcinicultor e do piscicultor depende de vários fatores, um deles é a qualidade na nutrição dos animais. Por isso nosso compromisso de nutrir com alta qualidade” disse Pablo Roberto Paez, gerente da PRILABSA BR.

Um dos aspectos que tornam a PRILABSA uma empresa diferenciada, está a cooperação acadêmico-científica com universidades equatorianas para desenvolvimento de produtos e testes pilotos em pequena escala. Além disso, outro aspecto que merece destaque é o fato de possuir empresas colaterais em várias regiões do continente, principalmente no Equador, com área de berçários e milhares de hectares de engorda. Antes de assumir a representação de determinado produto, a PRILABSA faz provas em condições comerciais nas suas próprias empresas.

Atualmente a PRILABSA tem expandido seus limites latinos abrindo filiais também em Honduras e Nicarágua, cobrindo as principais regiões de cultivo de camarão das Américas. Recentemente inaugurou sua nova filial em Aracati (CE), comprometendo-se no continuo investimento em infraestrutura, visando o aperfeiçoamento de seus produtos e serviços.

 

 

Pablo, te conheço desde o início da PRILABSA quando trabalhava na AQUATEC e nos encontramos em Natal no ano 2003. Gostaria que nos respondesse algumas perguntas.

Que medidas a PRILABSA está projetando e planejando com o avanço do Vírus da Síndrome da Mancha Branca (WSSV) no Brasil?

Hoje em dia tem muitos países que já produzem com o vírus WSSV. O Brasil será um deles. Você pode ter certeza. Estamos planejando convidar permanentemente produtores de outros países que já convivem e produzem com o vírus da mancha branca para intercâmbio de experiências aqui no Brasil. Além disso estamos registrando novos produtos como probióticos, vitaminas, etc.

Você acredita na tolerância do camarão equatoriano ou acha que o sistema e o manejo geral dos cultivos praticados no Equador são seus diferenciais?

Eu acredito que são as duas coisas. Atualmente, o camarão equatoriano, depois de 18 anos em que chegou a mancha branca (1998), é geneticamente mais tolerante e essa tolerância veio acompanhada de bom manejo no cultivo de camarão. Em que sentido? Conhecimento e cuidado com a qualidade de água, tratamento de solos, boa nutrição e uso de probióticos em grande escala.

Um dos insumos de maior comercialização pela sua empresa é a artemia. Independentemente da porcentagem de eclosão, do que depende sua qualidade?

A artemia segue sendo um aporte muito importante na nutrição da pós-larva. A qualidade da mesma depende exclusivamente das condições climáticas do seu local de extração. No nosso caso, do Grande Lago Salgado, em Utah.

Porque a PRILABSA não investiu na Ásia com o mercado absurdo que isso representa?

Eu pessoalmente sou apaixonado pela América e pelo continente americano todo. Por enquanto temos certeza do crescimento e sucesso do cultivo de camarão aqui. Já temos planejado para o ano 2018 abrir uma filial no Panamá. Somo uma empresa latino-americana apaixonada por nosso continente. Ainda não pensamos na Ásia. Ainda …

 

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Rodolfo Luís Petersen

Zoólogo, Mestre em Aquicultura pela Universidade Federal de Santa Catarina e Doutor em Genética e Evolução pela Universidade Federal de São Carlos (SP). Pesquisador e Gerente do Setor de Maturação do Laboratório de Camarões Marinhos (UFSC) desde 1990 até o ano 2001. Em 2003 trabalhou no Departamento de Genética da AQUATEC e desde janeiro de 2004 até dezembro de 2006 foi Gerente de Produção e Diretor Técnico do Laboratório Estaleirinho (Balneário Camboriú/SC). Como professor da UNISUL (Universidade do Sul de Santa Catarina), trabalhou em genética de peixes em parceria com a Piscicultura Panamá (Paulo Lopes/SC), entre 2006 e 2009. Atualmente trabalha como professor e pesquisador no curso de Engenharia de Aquicultura de Centro do Estudo do Mar (CEM/UFPR) e coordena o GECEMar (Laboratório de Biologia Molecular e Melhoramento de Organismos Aquáticos) da Instituição.

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quando o cão pastor é de um produtor de peixes
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