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Piscicultura Marinha
01 de Outubro de 2018 Ricardo Vieira Rodrigues
LACQUA 2018

Nesta edição deixarei um pouco de lado a temática da coluna, para abordar a realização do evento LACQUA em Bogotá. Entre os dias 23 e 26 de outubro desse ano ocorreu na cidade de Bogotá, Colômbia, o Congresso Latinoamericano de Aquicultura (LACQUA), realizado pelo Capítulo Latinoamericano da Sociedade Mundial de Aquicultura (WAS). O evento teve um número superior a 1300 inscritos, e também contou com uma feira de empresas ligadas à aquicultura. Nesta feira, mais de trinta empresas do ramo aquícola divulgaram seus produtos e serviços, principalmente empresas de rações e aditivos alimentares, além de equipamentos em geral para o setor.

 

 

 

 

Entre professores, pesquisadores e estudantes, mais de 50 brasileiros participaram do evento (Figura 1). Ao todo oito sessões de diferentes áreas (zooplâncton, bioflocos, sistema multitrófico, Macrobrachium e outros crustáceos, reprodução de peixes, toxicologia, larvicultura e espécies ornamentais) foram coordenadas por pesquisadores brasileiros.

As sessões em destaque durante o LACQUA foram as de enfermidades em peixes, além de sessões sobre sistemas fechados de produção, como aquaponia, AMTI (sistema de aquicultura multitrófica integrada), RAS (sistema de recirculação) e bioflocos. Na sessão de enfermidades em peixes houveram 41 apresentações orais, distribuídas ao longo dos três dias de evento. Chamam atenção os resumos que relatam a ocorrência e perdas econômicas causadas pelo Vírus da Tilápia do Lago (TiLV) na América do Sul, além do desenvolvimento de diferentes possibilidades de vacinas para várias enfermidades de tilápia. As sessões de sistemas fechados em aquicultura são uma tendência atual na aquicultura mundial e receberam um número muito grande de ouvintes. Na sesão de bioflocos, estudos com camarão marinho e tilápia domiraram o ambiente, o que já era esperado, mas vários estudos com produção de peixes nativos de água doce (Piaractus brachypomus) e marinhos (Totoaba macdonaldi) se destacaram. Na sessão de sistemas aquapônicos e AMTI destaco os estudos com a utilização do pirarucu em sistema aquapônico, e os estudos com sistemas de água salobra integrando camarão e/ou tilápia com diferentes vegetais.

 

 

 

 

Gostaria de chamar a atenção para a premiação dos estudantes, onde a brasileira Ariane Martins Guimarães, da Universidade Federal de Santa Catarina, teve seu trabalho oral intitulado “Schizochytrium limacinum meal in replacement of fish oil in practical diets for the juvenile pacific white shrimp” premiado durante o evento. Meus parabéns a Ariane, seus orientadores e colaboradores e a UFSC!

Na sessão de peixe marinhos gostaria de destacar a apresentação intitulada “Reporte de la primeira reproducción y larvicultura del mero guasa Ephinephelus itajara en el mundo” realizada por Jaime Rojas Ruiz que pertence ao Oceanário Islas del Rosario em Cartagena, Colômbia. Em 2015 essa primeira reprodução e larvicultura do mero foi realizada com sucesso e no momento o Oceanário possui reprodutores F1 selecionados nessa primeira experiência.

O próximo LACQUA será realizado em San José na Costa Rica, em novembro de 2019. Acho importante darmos força para o congresso Latinoamericano de Aquicultura. Estaremos lá!

 

 

 

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Capa do colunista Ricardo Vieira Rodrigues
Ricardo Vieira Rodrigues

Ricardo Vieira Rodrigues é biólogo, mestre e doutor em Aquicultura pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Dedicou toda sua atuação profissional, desde a graduação em atividades relacionas a piscicultura marinha. Até o momento já atuou em estudos relacionados a produção de mais 10 espécies de peixes marinhos, desde a reprodução até a engorda. Atualmente é professor Titular-Livre da FURG e professor permanente do Programa de Pós-graduação em Aquicultura da FURG, orientando estudantes da graduação, mestrado e doutorado. Suas principais linhas de atuação incluem reprodução e larvicultura de peixes marinhos, ecotoxicologia aplicada a aquicultura, produção de peixes ornamentais marinhos e produção de organismos aquáticos em sistemas de recirculação de água.

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Capa quando o cão pastor é de um produtor de peixes
quando o cão pastor é de um produtor de peixes
Charge Edição nº 22 Publicado em 28/07/2021
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