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01 de Fevereiro de 2018 Maurício Emerenciano
Bioflocos para camarões na Ásia: O que o futuro nos espera?

Sem sombra de dúvidas a Ásia é o maior berço da carcinicultura mundial. Como costumamos brincar seria análogo ao “Vale do Silício californiano” das startups para o nosso setor no mundo. É o “olho do furação” quando o assunto é produzir camarões marinhos de maneira competitiva e em escala. Mas afinal, em relação aos cultivos em bioflocos, o que esperar desta “meca” para os próximos anos? Quais lições ainda virão de nossos amigos asiáticos?

Muita bagagem já trouxemos de lá quando o assunto é o sistema BFT em grande escala. Desde nomenclaturas diversas até o emprego em maior escala das famosas geomembranas, uso de suplementos minerais para água e solo, aplicações mais rotineiras de biorremediadores e probióticos, emprego de viveiros mais profundos, construção de barreiras físicas, uso de peixes como biocontroladores, entre outras aplicações.

 

 

Mas e o futuro? O que esperar dele? É certo que grandes gargalos exigem grandes soluções. Neste sentido, muitas lições ainda virão do oriente e minhas apostas são no tocante a uma maior compreensão do uso da aeração mista, uma utilização ainda maior de biorremediadores e de suplementos minerais para água e solo por meio de um leque maior de produtos, emprego em maior escala de alimentadores automáticos, melhorias na nutrição com o uso de dietas mais específicas, intensificação do manejo da qualidade de água (principalmente no que se refere ao manejo de sólidos e soluções sobre drenagem de lodos residuais a exemplo dos “shrimp toillets”), reuso da água com aplicação de conceitos da recirculação, maior automação (principalmente na parte da alimentação), entre muitas outras. Obviamente que essas tecnologias não estarão presentes em todas as fazendas asiáticas, mas com a pressão cada vez maior de órgãos ambientais e dos mercados consumidores por meio das certificações, certamente muitas mudanças irão ocorrer a curto e médio prazo. Outro avanço certamente será relacionado a novas linhagens com a criação já em curso de novos “breeding centers”. A escola asiática é rápida e não para. Certamente muita evolução ainda está por vir e por que não se espelhar nos bons exemplos? É ver para crer. 

 

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Maurício Emerenciano

Maurício Emerenciano é graduado em Zootecnia (UEM), mestre em aquicultura (FURG) e doutor em Ciências pela UNAM (México). Em 2014 foi ganhador da Medalha Alfonso Caso (menção honrosa designada às melhores teses e dissertações dos Programas de Pós-Graduação da UNAM/México). Atua na aquicultura desde 2002 e como pesquisador já realizou cooperação científica em diversos centros de pesquisa como Waddell Mariculture Center (EUA), CSIRO (Austrália) e IFREMER (França). Foi consultor científico em aquicultura para o governo do Chile, do México e Polinésia Francesa (Pôle d’Inovación de Tahiti). Membro do Biofloc Technology Steering Committee (AES), voltado a ações científicas e tecnológicas referentes ao sistema BFT. Possui capítulo de livro referência mundial da tecnologia de bioflocos (Biofloc Technology - The practical guide 3rd edition). Já proferiu mais de 20 cursos e diversas palestras sobre tecnologias “mais verdes” de produção para produtores, indústria e academia no México, Brasil, Chile e Colômbia. Atualmente é professor e pesquisador da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), campus Laguna/SC, onde coordena projetos de pesquisa vinculados ao setor público e privado.

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Charge Edição nº 11 Publicado em 01/04/2018
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