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01 de Setembro de 2017 Maurício Emerenciano
Aquaponia: produzindo minha salada e muito mais!

Não é de hoje que a Aquaponia é considerada uma revolução na forma de produzir alimentos. Este modelo de cultivo que integra peixes, crustáceos e diferentes espécies de plantas caiu no gosto de diversas pessoas em muitos países, tanto no âmbito de hobby ou como negócio! Este modelo integrado, que aproveita nutrientes oriundo dos efluentes dos peixes e crustáceos para produzir diversas espécies de hortaliças, frutas, forragens e até mesmo flores, é foco de diversos programas de pesquisa e de desenvolvimento alimentar em muitos países. No Brasil o interesse vem crescendo a cada dia graças a maior quantidade de informações disponíveis nas mídias sociais, cursos ofertados, entre outros.

Mas afinal, quais são as principais plantas produzidas na Aquaponia? Sem sombra de dúvidas são as hortaliças folhosas como alfaces e suas diferentes variedades, e temperos como salsinha e cebolinha (Figura 1). Os motivos são a rusticidade, menor exigência em nutrientes comparada a outras espécies, fácil adaptação e ótima disponibilidade de mudas no mercado. Por estas razões que sempre que sou questionado eu recomendo essas espécies principalmente a iniciantes. No entanto, rúculas, chicória, almeirão, hortelã, manjericão e agrião também vem sendo produzidos com sucesso. Tomates, pepinos, abóbora, pimentões, pimentas e morangos são mais exigentes e necessitam de maiores cuidados.

 

 

Ainda se tratando das plantas produzidas, vale uma reflexão. Em alguns países, como EUA, as plantas produzidas neste sistema são consideradas orgânicas!! Em outras palavras: agregação de valor! Do ponto de vista biológico, os nutrientes oriundos das rações dos peixes e crustáceos (não orgânicos) são transformados naturalmente por uma série de microrganismos (bactérias, fungos, protozoários, etc) em nutrientes absorvíveis pelas plantas. Este processo literalmente imita o que ocorre na natureza, como margens de rios, lagos, entre outros, onde densas vegetações crescem em contato com as águas ricas em nutrientes. Fantástico não? Mas se em determinada situação houver excedente nas produções? Por exemplo, com temperos como salsinha e cebolinha? Uma bela opção seria transformar em produtos de alto valor agregado como temperos secos, comercializados em pequenos frascos ou embalagens (Figura 2). Isso possibilitaria ao produtor um maior período de comercialização, diversificando seus produtos ofertados! A cada dia a Aquaponia surpreendendo você e eu!

 

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Maurício Emerenciano

Maurício Emerenciano é graduado em Zootecnia (UEM), mestre em aquicultura (FURG) e doutor em Ciências pela UNAM (México). Em 2014 foi ganhador da Medalha Alfonso Caso (menção honrosa designada às melhores teses e dissertações dos Programas de Pós-Graduação da UNAM/México). Atua na aquicultura desde 2002 e como pesquisador já realizou cooperação científica em diversos centros de pesquisa como Waddell Mariculture Center (EUA), CSIRO (Austrália) e IFREMER (França). Foi consultor científico em aquicultura para o governo do Chile, do México e Polinésia Francesa (Pôle d’Inovación de Tahiti). Membro do Biofloc Technology Steering Committee (AES), voltado a ações científicas e tecnológicas referentes ao sistema BFT. Possui capítulo de livro referência mundial da tecnologia de bioflocos (Biofloc Technology - The practical guide 3rd edition). Já proferiu mais de 20 cursos e diversas palestras sobre tecnologias “mais verdes” de produção para produtores, indústria e academia no México, Brasil, Chile e Colômbia. Atualmente é professor e pesquisador da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), campus Laguna/SC, onde coordena projetos de pesquisa vinculados ao setor público e privado.

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Charge Edição nº 11 Publicado em 01/04/2018
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