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Mídias biológicas para sistemas de recirculação em aquicultura (RAS)

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Segundo a FAO (2014), o número de pessoas que dependem da pesca e da aquicultura como fonte de renda e alimentação é cada vez maior, estimando que cerca de 10 % a 12 % da população mundial dependam diretamente dessas atividades. No Brasil o consumo per capita de produtos derivados do pescado deve aumentar nas próximas décadas, fazendo com que o setor seja cada vez mais dependente da aquicultura. Contudo, as ingerências dos recursos ambientais ameaçam a sustentabilidade da atividade, especialmente no uso da água e na devolução da mesma sem tratamento ao ambiente.

Aquaponia no Brasil – O que o futuro nos aguarda?

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A aquaponia é um sistema de produção de alimentos que integra a hidroponia (cultivo de plantas sem solo) e a aquicultura (cultivo de organismos aquáticos). Nela, os resíduos produzidos na água pelos peixes são transformados em nutrientes que serão utilizados por vegetais para crescimento e frutificação. Dessa forma, a aquaponia possibilita a reciclagem de água e substâncias orgânicas, reduzindo substancialmente o volume de água necessário para a produção de alimentos quando comparada aos sistemas tradicionais. Adicionalmente, a aquaponia produz menor quantidade de efluente e facilita seu tratamento para que possa ser utilizado de forma racional, evitando assim seu descarte inadequado no meio ambiente.

Vacinas contra parasitos de peixes – Uma realidade muito distante?

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Não é mais novidade que os surtos de doenças na aquicultura, por muitas vezes, ocorrem pela falta de boas práticas de manejo, alimentação inadequada e situações precárias de qualidade da água. Estes fatores contribuem para um cenário onde parasitos oportunistas se proliferem em curtos períodos de tempo. Sendo assim, é necessário intervir com medidas de controle sanitário, após fazer um correto diagnóstico para ter conhecimento sobre a doença parasitária, como o ciclo de vida e ecologia dos parasitos. Uma vez diagnosticada a doença, o tratamento ou medidas profiláticas, devem ser imediatos, a tempo de evitar perdas.

Probióticos na Piscicultura

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Quando se pretende aumentar a produtividade na criação animal, seja em pequena ou larga escala, um quesito importante a ser observado é a sanidade. Grandes mortalidades de peixes são observadas quando há a intensificação da produção e quando boas práticas de manejo não são realizadas, tanto em tanques-rede quanto em viveiros escavados. A ocorrência de enfermidades tem como principal fator o desequilíbrio do triângulo epidemiológico patógeno- hospedeiro-meio ambiente, devido à deterioração da qualidade de água e/ou bem-estar do animal, que consequentemente diminui a capacidade de resposta imunológica dos peixes, favorecendo assim o desenvolvimento de doenças.

Cultivo de pepino do mar no Brasil – Uma alternativa para um cenário de incertezas

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O cultivo de pepino do mar é considerada uma das atividades aquícolas que mais crescem no mundo. Atualmente, diversos países como Austrália, Canadá, China, Equador, Índia, Japão, Irã, México, USA, Arábia Saudita e Madagascar têm colocado o desenvolvimento de cultivo de pepinos do mar como área estratégica de seus investimentos (PURCELL et al., 2012).

Quantos peixes tem no mar?

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Quantos peixes tem no mar? Isto eu não sei dizer, mas posso garantir que são bem mais numerosos que a quantidade de empreendedores que se dedicam a cultivá-los. Durante o AQUACIÊNCIA deste ano, em Belo Horizonte (MG), estávamos discutindo a situação da piscicultura marinha no Brasil – área que dedicamos nossa vida profissional há mais de uma década. Resolvemos então escrever este artigo para apresentar os resultados do estudo que fizemos recentemente no litoral norte do Estado de São Paulo. Durante este trabalho visitamos e entrevistamos os piscicultores marinhos buscando conhecer quem são, o que fazem e quais suas necessidades e expectativas.

Aplicação de sprays de ozônio como estratégia para melhorar a qualidade e segurança microbiológica do pescado

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O ozônio (O3) é uma forma alotrópica instável do oxigênio (O2), caracteriza-se como um gás incolor de odor pungente, instável e parcialmente solúvel em água, que se destaca por seu elevado poder oxidante (KHADRE et al., 2001; GONÇALVES; KECHINSKI, 2010). É um forte agente desinfetante com ação sobre uma grande variedade de organismos patogênicos, incluindo bactérias, vírus e protozoários, apresentado uma eficiência germicida que excede ao cloro. Seu mecanismo de ação está relacionado à sua capacidade de criar um potencial de oxirredução incompatível com o metabolismo microbiano, alterando a permeabilidade das membranas celulares e paralisando a atividade enzimática (GONÇALVES, 2016).