Principal Eles fazem a diferença Eles fazem a diferença – Eduardo Ballester

Eles fazem a diferença – Eduardo Ballester

Eles fazem a diferença – Eduardo Ballester
0

Mais um biólogo com destaque na aquicultura brasileira! Desta vez, temos a honra de homenagear o Mestre em Aquicultura e Doutor em Oceanografia Biológica Eduardo Cupertino Ballester. Professor Associado da UFPR/Setor Palotina, Coordenador do Laboratório de Carcinicultura e Diretor do NPDA – Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Aquicultura Sustentável – UFPR, além de, segundo ele, tricampeão da América.

“Nasci em Rio Grande (RS) e minha família teve empreendimentos no setor pesqueiro. A cidade é muito voltada para o mar e suas atividades e a FURG está muito presente nesta vocação. Sou casado há 20 anos com a Michelle e tenho dois filhos, Pedro Henrique e Isabelle. Desde criança me interessava por aquários e em 1999, quando cursava a graduação na FURG, procurei a Estação Marinha de Aquicultura para fazer um estágio obrigatório do curso de Ciências Biológicas, desde lá não parei mais. Como eu era funcionário da FURG acabei sendo transferido para a estação onde trabalhei por 10 anos, finalizei a graduação, fiz o mestrado e o Doutorado. Durante este tempo adquiri muita experiência prática e conhecimento teórico que foram fundamentais para minha carreira”.

 

 

Projeto Camarão da FURG: um modelo para o Brasil

“Com certeza! Fui o primeiro aluno a finalizar o mestrado no programa de Aquicultura da FURG, em 2003. Acredito que um fator decisivo para a consolidação do Projeto Camarão e da pós-graduação foi a garra, persistência e dedicação das pessoas envolvidas. O desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão e a manutenção de estrutura e equipamentos nas universidades públicas brasileiras sempre foram um grande desafio e para consolidar tudo que foi conquistado foi necessário muito trabalho e persistência. Sou suspeito para falar, mas acredito que é sim um exemplo a ser seguido. Eu mesmo procuro seguir este modelo no Laboratório de Carcinicultura da UFPR, fui inclusive o responsável pela proposta onde aprovamos o nosso curso de mestrado em Aquicultura e Desenvolvimento Sustentável, em 2012. Credito meu sucesso aos exemplos que tive e destaco os professores Wilson Wasielesky Jr. e Paulo César Abreu como meus grandes inspiradores para atuar na universidade e na aquicultura”.

 

Oeste do Paraná na rota da carcinicultura

“O desenvolvimento dos projetos com camarões de água doce em Palotina e região iniciou com uma demanda local, de produtores interessados. Gostaria de destacar o grande apoio que tive de outro ícone da aquicultura brasileira, o prof. Wagner Valenti, para iniciar os trabalhos nesta área. Existe um enorme potencial para a produção destes camarões, haja vista o grande desenvolvimento mundial da atividade, eu destacaria os sistemas de policultivo com tilápias e outras espécies de peixes nativos como a grande oportunidade de desenvolvimento da carcinicultura de água doce brasileira”.

 

O principal gargalo para a carcinicultura de água doce

“Por incrível que pareça, o grande gargalo continua sendo a falta de pós-larvas. A procura é muito grande, muitas pessoas nos ligam e enviam mensagens querendo iniciar a atividade, mas a falta de pós-larvas impede isto. Por isto mesmo temos nos especializado no desenvolvimento de projetos de mini-laboratórios para produção de PLs. Desta forma o produtor fica independente de compra delas e pode inclusive fornecer para produtores próximos que também tenham o objetivo de se inserir na carcinicultura de água doce”.

 

O motivo de maior orgulho

“Todos os projetos que desenvolvemos são muito importantes para nós, mas o projeto de extensão – Carcinicultura no oeste do Paraná tem o grande diferencial de aproximar o que é desenvolvido na universidade com a sociedade, acredito que isto é uma das principais ações que as universidades devem desenvolver e valorizar. Mas a ação que sempre me deixa mais orgulhoso é colaborar na formação dos alunos na graduação, mestrado e doutorado e mais importante ainda quando vemos estes alunos se inserirem no mercado de trabalho, acredito que a satisfação que isto nos traz é inigualável”.

 

Trabalhar no “olho do furacão” da piscicultura brasileira

““Trabalhar no oeste do Paraná é vivenciar a aquicultura diariamente e sentir a importância desta atividade para a sociedade brasileira. É uma cadeia produtiva que gera milhares de empregos e que está ainda em crescimento. Acredito que é muito interessante assistir e participar deste processo pois assim entendemos o grande desafio que é promover o desenvolvimento sustentável da aquicultura. Para os alunos que trabalham conosco isto também é muito importante pois eles conseguem participar ativamente da atividade e as oportunidades de emprego são muitas”.

 

Aquicultura brasileira daqui há 30 anos?

“Pergunta difícil… Mas eu acredito que a presença de sistemas intensivos deve aumentar e também acredito que preocupação com os impactos ambientais causados pela atividade nos sistemas convencionais deve aumentar a biossegurança nestes sistemas. Acredito também que os sistemas multitróficos e com menor uso de água devem prevalecer”.

 

Eduardo Ballester daqui há 30 anos?

“Se Deus quiser descansando na praia”.

 

Faça o download e confira o texto completo com todas as ilustrações. Clique aqui