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Entrando para a história

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Desde o começo de 2019 venho dizendo que este ia ser um ano diferente. Diversos fatores relacionados ao setor produtivo e à sociedade brasileira mostravam isso claramente.

Em primeiro lugar, a piscicultura brasileira sai de sua maior crise de uma forma natural e perfeita. Assim como um cachorro saí do banho, as pulgas ficaram para trás, projetos ineficientes e sem o envolvimento necessário foram peneirados e simplesmente saem do cenário nacional, que fica limpinho e com o pelo brilhando. Os piscicultores que possuíam eficiência e um mínimo de envolvimento setorial vencem a crise e voltam a respirar aliviados.

As exportações brasileiras de filés frescos de tilápia para o mercado americano ganham os mesmos níveis dos anos 2000, na época do nascimento da cultura de exportação e da produção dos filés frescos. A Apex, Agência de Promoção das Exportações do Brasil, a pedido da PeixeBr efetiva um estudo sobre o mercado externo para os peixes da piscicultura brasileira, nunca antes realizado, e assim desencadeia a necessidade do contínuo estudo sobre as oportunidades comerciais fora do Brasil, um marco.

A piscicultura apresenta cortes populares tanto de tilápia como de tambaqui. Este é um ponto de revolução, pois traz nosso pescado para as classes C e D, prospectando volumes de venda no mercado interno, nunca trabalhados por nossa indústria.

A carcinicultura do país parece também estar de bem com a vida, parece ter aprendido a trabalhar enfrentando os problemas sanitários em seu dia a dia. A atividade mostra potenciais de interiorização da produção, mostrando investimentos em projetos em São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro etc. Até mesmo a quase finada carcinicultura catarinense volta a mostrar seu valor. O único ponto de atenção é o risco da entrada de doenças por conta das importações, mas até o MAPA parece estar ciente do problema.

Nasce no Brasil um congresso internacional, em que confesso, acreditava ser um fiasco. O evento surge para ficar na agenda da aquicultura brasileira e desta forma mostra potenciais para ser uma grande feira e um grande congresso do nosso país, bem-vindo “IFC” -Internacional Fish Congress.

Dois mil e dezenove sinaliza até que o maior problema de nossa atividade, a insegurança jurídica ligada às questões de legalização dos centros de criação de organismos aquáticos, parece estar com seus dias contados. A sociedade brasileira como um todo parece ter entendido o que é a aquicultura e assim passa a aceitá-la e finalmente regularizá-la.

O que mais poderíamos pedir? Quem dos mais otimistas acreditava que estaríamos vivendo isso? Pois é, espero que eu esteja certo e que 2019 seja então o ponto de inflexão de nossa aquicultura, gerando desenvolvimento e nos levando aos mesmos patamares as demais cadeias produtivas de proteína animal do Brasil.

 

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