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Oceanos podem ser a chave para a segurança alimentar no futuro

Oceanos podem ser a chave para a segurança alimentar no futuro
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Um novo relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) concluiu que, através de um melhor gerenciamento e inovação tecnológica, os oceanos poderiam fornecer acima de seis vezes mais alimentos do que hoje – mais de dois terços da proteína animal necessária para alimentar a futura população global-. O relatório “O Futuro dos Alimentos do Mar” foi elaborado por High Level Panel a Sustainable Ocean Economy, um grupo de líderes mundiais, com autoridade necessária para desencadear, ampliar e acelerar ações de proteção e produção dos oceanos por políticas, governança e finanças. Foi publicado no Simpósio Internacional da FAO sobre Sustentabilidade da Pesca em Roma.

O relatório examina o status atual e o potencial futuro da produção, relata que o oceano está em uma posição única para contribuir com a segurança alimentar, devido à natureza altamente nutritiva do pescado, que contém vitaminas, minerais essenciais, ácidos graxos ômega-3 e outros nutrientes não encontrados em proteínas animais de origem vegetal ou terrestre.

Com a reforma, a pesca poderia produzir até 20% a mais do que hoje e até 40% a mais do que as capturas futuras projetadas. No entanto, os maiores ganhos potenciais são através da aquicultura marinha. Acelerar a produção de espécies como algas e mexilhões, que não dependem de insumos diretos, pode contribuir para o suprimento global de alimentos, melhorando a qualidade da água, criando habitat para a pesca e contribuindo para a resiliência costeira. As espécies alimentadas com farinha e óleo de peixe derivados da pesca, como peixes e crustáceos, também podem contribuir significativamente para o fornecimento futuro de proteínas, mas apenas se alimentos alternativos forem implementados efetivamente, a fim de minimizar os efeitos ambientais.

Para isso, a comunidade global deve trabalhar em conjunto. O relatório identificou as principais barreiras no aumento da produção, e propõe um conjunto realista de ações para superá-las. Ele também fornece uma estrutura que líderes e cientistas podem usar para informar a tomada de decisões e a implementação de políticas, de acordo com seus contextos regionais ou locais. É importante ressaltar que o relatório destaca que a produção de mais alimentos a partir do mar dependerá não apenas de ações e reformas no setor de pesca e aquicultura, mas também de ações globais para enfrentar as mudanças climáticas, a degradação e a poluição de habitats e melhorar a governança oceânica.

Este é um de uma série de dezesseis artigos azuis a serem publicados entre agora e junho de 2020. Cada artigo oferece uma base de fatos robusta para informar o trabalho e as recomendações finais.

Fonte: AquaFeed