Principal Colunas O “novo” assusta
0

O “novo” assusta

O “novo” assusta
0

Tudo aquilo que é desconhecido causa para nós uma restrição imediata, praticamente todos os vertebrados assumem uma postura de medo ou receio quando estão frente a algo que ainda não experimentaram. Particularmente em relação à sociedade humana isso também acontece e a frequência com que precisamos lidar com isso é cada vez maior. Os tempos modernos onde a velocidade das interações humanas é cada vez maior é que comanda este processo.

Imediatamente alguns poderiam dizer: e o que isso tem a ver com aquicultura? Talvez dentro das atividades agropecuárias a aquicultura seja a que possui o maior desafio de enfrentar sem medo aquilo que está por vir. Agora sim podemos dizer que nascemos e somos uma atividade representativa para o país e a ser para o mundo todo. Isso traz algo novo a todos os tomadores de decisão e guarda muito sucesso àqueles que sempre acreditaram na atividade e mesmo sem saber perfeitamente o caminho sabem exatamente onde querem chegar.

O ganho de importância frente ao cenário mundial e as posturas tomadas por nosso país neste momento definem os desafios a serem por nós encarados. A aquicultura brasileira não é mais a coitadinha tratada por muitos no passado como alguém que precisa de ajuda para sobreviver, diferente de sua irmã, pesca, não somos um problema social e para a certeza de todos somos a grande referência para o abastecimento de pescado da sociedade contemporânea para os próximos 20 anos.

Não podemos mais temer o engajamento do setor produtivo com a pesquisa pública brasileira, pois o setor quer e precisa se abastecer e bancar a geração de informações úteis ao seu desenvolvimento. Não podemos mais ficar reféns de compradores dos mais longínquos lugares do mundo, pois nós temos cada vez mais aquilo que a sociedade precisa, pescado de qualidade. Não podemos mais deixar que o desconhecimento de outros setores da sociedade brasileira impeça o desenvolvimento sustentável desta atividade. Nós somos responsáveis pelo que fazemos e assumimos 100% deste universo.

Finalmente a aquicultura brasileira encontra-se neste momento alicerçada pelo setor produtivo e as principais tomadas de decisão relativas a ela são tomadas por seus representantes políticos. Devemos parabenizar aqui os representantes do setor público que durante anos carregaram nossa atividade aos trancos e barrancos sem que a sociedade os referendasse ou valorizasse. Devemos também reorganizar a participação deste tão importante setor público nas relações com a produção, pois na sociedade moderna não existe mais espaço para a ineficiência. Todo o recurso utilizado por um representante público para a sociedade que o paga, deverá ser justificado por viabilidade e não mais por uma chancela.

Desta forma devemos todos estar cientes de que o novo está batendo à porta, chegou a hora de nos unificarmos, meu vizinho não é mais meu concorrente e sim meu aliado. Se quisermos realmente assumir este posto que o mundo espera, temos que organizar nossas ações e planejar muito bem aquilo que está por vir em todos os elos da cadeia produtiva. Os cases de sucesso ao longo do mundo na produção aquícola devem ser usados como exemplo, porém somos nós a assumir o manche deste crescimento que deve acontecer de forma muito acentuada a partir de agora.

Devemos nos planejar o máximo possível para aquilo que ainda não vivemos, mas jamais precisamos ter medo deste novo momento que vamos enfrentar. Nós estamos prontos e seremos os protagonistas da transição que nos trará saudade do tempo em que quebrávamos pedras.

Bem-vindos ao futuro e ao Brasil como um dos maiores produtores de pescado do mundo.

Faça o download desse texto: clique aqui

tags: