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Notas práticas sobre formatos de tanques em Sistemas de Recirculação

Notas práticas sobre formatos de tanques em Sistemas de Recirculação
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Atualmente é possível encontrar diversas opções de materiais, formatos e tamanhos de tanques para cultivo de organismos aquáticos. Em um RAS a dimensão e o formato definirão diretamente o custo de instalação e operação. O objetivo é otimizar a área produtiva e ter o sistema que demande a menor manutenção possível.

No geral, tanques circulares são excelentes, melhoram a uniformidade do ambiente de cultivo, permitem diversas possibilidades de velocidades estacionais para melhorar o estado de saúde e condição, rápida concentração e remoção de sólidos precipitáveis.

Para sistemas de engorda, de forma geral, o melhor é utilizar menor quantidade de tanques maiores. Isso reduzirá o tamanho da área requerida, o custo de instalações hidráulicas, a quantidade de sensores de qualidade de água, alimentadores e mão de obra. Tanques menores são recomendados para larviculturas, sistemas de pesquisa e outras necessidades específicas. A relação entre o diâmetro e a profundidade em sistemas comerciais pode variar bastante, de 3:1 até 10:1, isso vai depender da área disponível, especificações do terreno, espécie, estrutura disponível, entre outras coisas.

Quanto a entrada de água nesses sistemas maiores, o uso de injetores horizontais e verticais ao longo de toda a coluna de água permitem uma mistura e velocidades de água mais uniformes e boa eficiência na remoção de sólidos. Manter um fluxo rotativo facilita a sedimentação das partículas sólidas e também a homogeneização do ambiente.

Quanto a saída de água, em densidades de estocagem elevadas o ideal é a utilização de sistema de dreno duplo nos tanques. Trata-se de uma pré-etapa de filtragem, utilizando uma saída no centro e outra posicionada na coluna de água, por onde passa a maior parte do fluxo de saída. Esse método é comum em sistemas comerciais e facilita a remoção dos sólidos sedimentáveis do sistema diretamente do fundo do tanque. A passagem dessas partículas por sistemas de bombeamento iria quebrá-las em unidades menores, ainda mais difíceis de remover do sistema.

 

 

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