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Histórico da mancha branca na Austrália

Histórico da mancha branca na Austrália
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Em meio a um surto internacional, a Austrália ainda não tinha sido afetada pelo vírus da mancha branca, devido às suas rígidas restrições de importação do Serviço Australiano de Quarentena e Inspeção, tanto para camarão cru, quanto cozido.

No entanto, em setembro de 2010, uma remessa infectada de 20 toneladas de camarão, oriundos da Malásia, foi liberada para entrar no país. Somente foi confirmado a existência do vírus três semanas depois. Essa remessa foi destruída, porém acredita-se que o vírus se espalhou no ambiente.

Somente em 2016 foram registrados os primeiros surtos da macha branca no país, com a fonte ainda desconhecida. Tentou-se erradicar o vírus destruindo os animais e descontaminando as lagoas com cloro, para impedir a contaminação de canais navegáveis, além de instalar uma quarentena em todas as fazendas ao longo do Rio Logan e Albert.

Em 2017, eram 5 fazendas contaminadas, com U$S 25 milhões de prejuízo. Eles acreditam que o vírus entrou no país por fraude na inspeção. Ainda nesse ano, algumas fazendas foram liberadas para retomar o cultivo, e governo deu auxílio financeiro para os produtores afetados. No final do ano, todas as fazendas de camarão na região do rio Logan foram descontaminadas e permaneceram vazias até 31 de maio de 2018, como parte da estratégia para erradicar o vírus.

O estado de Queensland concluiu um teste para o vírus em setembro de 2017 – com todas as amostras retornando resultados negativos! São necessários dois anos de resultados negativos consecutivos para provar que a doença não está mais nas vias navegáveis de Queensland.

Hoje, após dois anos e meio do grande surto da doença, Queensland não mostra vestígios da doença. Amostras de camarão e poliquetas colhidas em vários locais dentro da baía de Moreton e nos rios Logan e Brisbane tiveram resultados negativos. Esta é a segunda rodada consecutiva de vigilância realizada pela Biosecurity Queensland, que retornou resultados negativos para o vírus, ainda restam três.

Medidas adicionais de biossegurança estão em vigor, a pesca esportiva ainda não é permitida nas entradas e saídas das fazendas de camarão. Além de um projeto de educação e conscientização sobre o uso correto de camarão para isca.

Fonte: Shrimp News