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Eficiência e produtividade

Eficiência e produtividade
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Nos dias atuais a busca por índices zootécnicos eficientes é fundamental para a sustentabilidade dos negócios na aquicultura. Com o crescimento da atividade, passamos a estar sujeitos a oscilações de mercado que antes não pareciam alcançar os produtores aquícolas.

Com a crise vivida pelos produtores de tilápias, conforme falamos na edição anterior, a segunda casa depois da vírgula passou a ganhar importância no que diz respeito a índices como taxa de conversão alimentar e ganho de peso diário, o mesmo acontecendo com camarões, tambaquis e outras espécies aquícolas produzidas no Brasil neste momento de crise.

 

 

Com isso, os produtores e as empresas fornecedoras de insumos iniciam um trabalho mais intenso no uso de ferramentas que possam auxiliar na maior eficiência e produtividade dos sistemas de produção aquícola. Nas próximas edições exploraremos a estrutura dos sistemas de produção e seus controles, a biossegurança dos processos de produção, a manutenção da qualidade de água e nesta edição abordaremos o uso de ferramentas nutricionais não convencionais que fazem a diferença nas criações, os chamados “aditivos nutricionais”.

Os aditivos nutricionais são compostos que não atuam diretamente na nutrição dos animais e sim colaboram com os processos vinculados a processos digestivos, absorção de nutrientes, fortalecimento de flora intestinal benéfica, além de estímulos em relação a saúde e imunidade dos animais de produção. Desta forma, podemos dividir estes aditivos em quatro principais grupos:

 

Probióticos são produtos à base de organismos benéficos vivos, que por meio da colonização do trato intestinal dos animais promovem benefícios à saúde do mesmo. Por meio da colonização de sítios ainda não ocupados ou pelo equilíbrio das comunidades existentes,
os probióticos promovem a estabilização dos processos biológicos do intestino e desta forma melhoram absorção de nutrientes por parte dos animais, além de minimizar desarranjos que atrapalham o tempo ideal de passagem dos alimentos.

Pré-bióticos são componentes alimentares não digeríveis que estimulam seletivamente a proliferação ou atividade de populações de bactérias desejáveis no intestino (cólon), beneficiando o indivíduo hospedeiro dessas bactérias, ou seja, os animais de produção. Normalmente em forma de fibras, potencializam o tão necessário equilíbrio intestinal.

Já os imunoestimulantes são moléculas que de alguma forma estimulam a resposta imunológica do organismo a algum processo infeccioso, inflamatório ou alérgico e desta forma, estes compostos quando usados preventivamente em momentos conhecidos acabam funcionando como inibidores de processos de quebra de resistência dos animais.

Os acidificantes agem de forma a proporcionar o ambiente ideal para a microbiota desejável e assim diminuir os gastos energéticos para correção de desequilíbrios e a potencialização daqueles microrganismos benéficos à saúde do animal e dos processos de digestão e absorção de nutrientes.

Com isso tudo, podemos perceber que as ferramentas hoje disponíveis no mercado para melhorar a eficiência no processo de transformação de proteínas vegetais e animais em proteína de pescado são muito variadas e assim a nutrição passa a evoluir não só em função dos nutrientes propriamente ditos, e sim em função do seu melhor aproveitamento também. Com a necessidade de produtividades cada vez maiores, não temos opção, a não ser a busca de processos mais eficientes.

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