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Perspectivas para a criação de polvos

Perspectivas para a criação de polvos
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A demanda por diferentes carnes, como o polvo, está em ascensão. Em 2017, o Instituto Oceanográfico Espanhol (IEO) desenvolveu um método de cultivo para o Octopus vulgaris, com produção de paralarvas a uma taxa de sobrevivência de 50%. Uma fêmea produz até 500.000 óvulos.

A produção ainda está em fase de pesquisa, mas a perspectiva é aumentar essa produção em breve. O polvo possui uma dieta bastante ampla, o que potencializa o uso de rejeitos de pesca, os quais também servem para criação de alimentos artificiais.

Em países com economias emergentes, como no México, o polvo é um recurso importante. Muitas famílias dependem da pesca desse recurso, que está mudando de acordo o aumento da temperatura mundial. Seu cultivo poderá contribuir para fonte de renda da população da região. Hoje há uma cooperativa de mulheres e pescadores aposentados que comercializam o polvo com 250g, e os alimentam com rejeitos da pesca.

Um grupo de pesquisadores questiona o cultivo de polvos, pois acreditam que gera um alto impacto na alimentação dos animais. É preciso criar dietas baseadas em vegetais, além de estar atento ao bem-estar animal, já que são extremamente inteligentes. Mas acreditam que a criação de polvos pode alcançar os padrões de bem-estar para as espécies em um ambiente controlado economicamente viável.

Saiba como está o cultivo de polvos no Brasil, no artigo “Cultivo de Polvos – situação atual, desafios e perspectivas”, publicado na 4ª edição da Revista Aquaculture Brasil.

Fonte: Global Aquaculture Alliance