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Aquicultura ornamental: oportunidades a vista

Aquicultura ornamental: oportunidades a vista
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Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 11 milhões de brasileiros mantêm aquários em casa, esse número pode chegar a 18 milhões, pela Associação Brasileira de Aquariofilia (Abraqua). A prática é um dos eixos de pesquisas sobre a conservação da ictiofauna (conjunto de peixes em uma região da natureza).

Desde 2008, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) mantém listas com 181 espécies brasileiras de peixes de água doce e 136 de água marinha que têm a coleta na natureza permitida, outra fonte para esse mercado é a criação na aquicultura. No exterior, esse número é ainda maior. O Ibama já permite a importação de pelo menos 379 espécies de água doce e 530 de água marinha.

Pesquisadores estudam a possibilidade de mais espécies, para expandir a lista. Mais de 4 mil espécies apropriadas para a prática já foram catalogadas no país, que, segundo a Embrapa, é o 13º maior exportador de peixes ornamentais.

No Pantanal, onde mais de 300 espécies de peixes já foram identificadas, o professor Claumir Cesar Muniz, pesquisador do Projeto Bichos do Pantanal em Cáceres (MT), diz que essa expansão pode significar uma nova fonte de renda local, e aliviar a pressão sobre as espécies mais populares entre os pescadores.

Segundo ele, atualmente os pescadores profissionais e amadores costumam concentrar a prática sobre cerca de 12 espécies.

Além dessa expansão, membros da Abraqua defendem uma mudança na legislação para peixes ornamentais, atualmente considerados pelo Ibama como animais silvestres. Para eles, esta classificação dificulta, por exemplo o transporte dos animais.

A legislação prevê que, além de se ater à lista de espécies permitidas, a coleta de peixes e outros organismos aquáticos na natureza só poderá ser feita por embarcações, pescadores ou aquicultores devidamente registrados, 17 mil na categoria de piscicultura.

Já na aquicultura, há mais de 33 mil empresas registradas no país.

O biólogo e aquicultor Cássio Ramos diz que há um movimento entre os adeptos da prática em tratar os animais como “pets”.

Ramos explica que, apesar de muitas espécies ornamentais serem importadas da Ásia, os peixes da Amazônia disponíveis para a venda no país são em sua maioria coletados aqui. Dessa forma, há a intenção de iniciar a reprodução dos animais em cativeiro para pôr um fim à prática extrativista.

Fonte: G1