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LACQUA 2018

LACQUA 2018
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Nesta edição deixarei um pouco de lado a temática da coluna, para abordar a realização do evento LACQUA 2018 em Bogotá. Entre os dias 23 e 26 de outubro desse ano ocorreu na cidade de Bogotá, Colômbia, o Congresso Latinoamericano de Aquicultura (LACQUA), realizado pelo Capítulo Latinoamericano da Sociedade Mundial de Aquicultura (WAS). O evento teve um número superior a 1300 inscritos, e também
contou com uma feira de empresas ligadas à aquicultura. Nesta feira, mais de trinta empresas do ramo aquícola divulgaram seus produtos e serviços, principalmente empresas de rações e aditivos alimentares, além de equipamentos em geral para o setor.

Entre professores, pesquisadores e estudantes, mais de 50 brasileiros participaram do evento (Figura 1). Ao todo oito sessões de diferentes áreas (zooplâncton, bioflocos, sistema multitrófico, Macrobrachium e outros crustáceos, reprodução de peixes, toxicologia, larvicultura e espécies ornamentais) foram coordenadas por pesquisadores brasileiros.

As sessões em destaque durante o LACQUA foram as de enfermidades em peixes, além de sessões sobre sistemas fechados de produção, como aquaponia, AMTI (sistema de aquicultura multitrófica integrada), RAS (sistema de recirculação) e bioflocos. Na sessão de enfermidades em peixes houveram 41 apresentações orais, distribuídas ao longo dos três dias de evento. Chamam atenção os resumos que relatam a ocorrência e perdas econômicas causadas pelo Vírus da Tilápia do Lago (TiLV) na América do Sul, além do desenvolvimento
de diferentes possibilidades de vacinas para várias enfermidades de tilápia. As sessões de sistemas fechados em aquicultura são uma tendência atual na aquicultura mundial e receberam um número muito grande de ouvintes. Na sesão de bioflocos, estudos com camarão marinho e tilápia domiraram o ambiente, o que já era esperado, mas vários estudos com produção de peixes nativos de água doce (Piaractus brachypomus) e marinhos (Totoaba macdonaldi) se destacaram. Na sessão de sistemas aquapônicos e AMTI destaco os estudos com a utilização do pirarucu em sistema aquapônico, e os estudos com sistemas de água salobra integrando camarão e/ou tilápia com diferentes vegetais.

 

 

Gostaria de chamar a atenção para a premiação dos estudantes, onde a brasileira Ariane Martins Guimarães, da Universidade Federal de Santa Catarina, teve seu trabalho oral intitulado “Schizochytrium limacinum meal in replacement of fish oil in practical diets for the juvenile pacific white shrimp” premiado durante o evento. Meus parabéns a Ariane, seus orientadores e colaboradores e a UFSC!

Na sessão de peixe marinhos gostaria de destacar a apresentação intitulada “Reporte de la primeira reproducción y larvicultura del mero guasa Ephinephelus itajara en el mundo” realizada por Jaime Rojas Ruiz que pertence ao Oceanário Islas del Rosario em Cartagena, Colômbia. Em 2015 essa primeira reprodução e larvicultura do mero foi realizada com sucesso e no momento o Oceanário possui reprodutores F1 selecionados nessa primeira experiência.

O próximo LACQUA será realizado em San José na Costa Rica, em novembro de 2019. Acho importante darmos força para o congresso Latinoamericano de Aquicultura. Estaremos lá!

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