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Aquaponia nas escolas: educação com alimentos saudáveis!

Aquaponia nas escolas: educação com alimentos saudáveis!
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Transcender a ciência e tecnologia das Universidades e aterrissar nas escolas é o tema da coluna Green Technologies desta edição. Os sistemas considerados mais ecológicos ou “environmental friendly” como bioflocos e aquaponia são um caminho sem volta e isso não é novidade para ninguém. Mas a pergunta é: será que podemos aplicar estas tecnologias, como por exemplo a aquaponia, como instrumento de educação e ainda produzir alimentos mais saudáveis? A resposta é sim!

Não é de hoje que a Aquaponia é considerada uma revolução na forma de produzir alimentos. Esse modelo de cultivo que integra peixes, crustáceos e diferentes espécies de plantas caiu no gosto de diversas pessoas em muitos países, tanto no âmbito de hobby ou como negócio! Este modelo integrado, que aproveita nutrientes oriundos dos efluentes dos peixes e crustáceos para produzir diversas espécies de hortaliças, frutas, forragens e até mesmo flores, é foco de diversos programas de pesquisa e de desenvolvimento alimentar em muitos países. No Brasil o interesse vem crescendo a cada dia graças a maior quantidade de informações disponíveis nas mídias sociais, cursos ofertados, entre outros. Mas este sistema integrado pode virar ferramenta de educação e ser aplicado de maneira imediata?

A aquaponia nas escolas certamente foi um dos maiores exemplos neste sentido. Pude ver “ao vivo e a cores” e participar ativamente desta iniciativa única e que facilmente pode ser replicada. Ver as inovações técnico-científicas desenvolvidas nas Universidades aterrissarem com sucesso em escolas de ensino médio da região de Laguna-SC foi um dos maiores presentes profissionais de minha vida. Fruto de um projeto financiado pelo CNPq-VALE, as pesquisas em aquaponia iniciaram na UDESC em 2013 e o resultado, entre outros, foi a implantação de unidades demonstrativas em escolas públicas da região. Nestas unidades os professores de disciplinas tais como biologia, física e química utilizavam aquele ambiente para suas aulas práticas, sempre atrelando o conteúdo ministrado com a conscientização ambiental. Segundo relato dos professores, as crianças demonstravam cada vez mais interesse nos diversos assuntos abordados e apresentavam maior facilidade de aprendizagem. Passados vários anos, as unidades continuam em pleno funcionamento e o melhor: expandindo! Bacana não é mesmo? Certamente muitas belas histórias ainda virão.