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Aditivos nos alimentos aquícolas

Aditivos nos alimentos aquícolas
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O uso de aditivos nas dietas é uma prática cada vez mais comum na indústria de nutrição aquícola e também adotada, e em alguns casos exigida, pelos produtores. Aditivos consistem nos ingredientes ou compostos que não possuem valor nutricional e são adicionados nas formulações com o intuito de aprimorar:

Alguns exemplos de aditivos são: ligantes, antioxidantes, conservantes, enzimas, probióticos, prebióticos, extratos derivados de animais e vegetais, entre outros.

Um dos aspectos mais relevantes do uso de aditivos está relacionado com a saúde intestinal dos organismos. Já é bastante evidente que as estruturas intestinais e sua microbiota são influenciadas pelo alimento e sua composição. Assim, certos ingredientes são benéficos para a saúde intestinal enquanto outros não, por isso é importante sabermos a composição das dietas. Nesse contexto, o uso de certos aditivos pode, por exemplo, promover uma melhor saúde intestinal favorecendo a utilização de nutrientes e em consequência aprimorar o crescimento, fato constantemente relatado nos jornais científicos e nas revistas de divulgação da área de aquacultura. Ultimamente existe um grande interesse em entender melhor as relações entre microbiota, nutrição, saúde e crescimento, a julgar pelo vasto número de publicações sobre o tema.

Outro aspecto importante é o uso de aditivos como imunoestimulantes, tendo em vista os efeitos negativos do uso de antibióticos na aquacultura. Nesse contexto, a oferta de um alimento que fortifique o sistema imune do organismo e que previna a incidência de doenças é algo desejável e real. Está comprovado que certos compostos possuem características benéficas para o sistema imune, porém vale ressaltar que o potencial dos imunoestimulantes em substituir os antibióticos é limitado, pois pesquisas mostram resultados contraditórios e na maioria dos casos a eficácia desses aditivos não se compara com a ação de antibióticos. Não estou promovendo o uso de antibióticos na aquacultura, só quero ressaltar que o uso de imunoestimulantes como substitutos de antibióticos não é uma prática totalmente garantida.

Outra vertente de aditivos abrange as plantas medicinais, que em sua maioria são atrativas por promoverem o crescimento e desenvolvimento, melhorarem o sistema imune e estimularem o apetite. Muitas dessas plantas possuem compostos bioativos como polissacarídeos, alcaloides e flavonoides, os quais são responsáveis pelos resultados positivos descritos anteriormente. Existem vários estudos ressaltando o potencial de ervas, raízes, cebola, alho, canela, chá verde, entre outras plantas medicinais.

As dietas funcionais, assim chamadas, são aquelas que não apenas satisfazem as demandas e exigências nutricionais mas também possuem certos aditivos e/ou nutrientes bioativos com o intuito de prover uma melhor saúde e bem estar ao organismo. Alguns exemplos desses são: probióticos, prebióticos, nucleotídeos e imunoestimulantes como B-glucana e lactoferina. As dietas funcionais constituem uma área de grande interesse e com grandes avanços e pode-se esperar que elas se tornem uma prática comum no futuro próximo.

Nessa coluna quis apresentar brevemente as principais funções e utilidades dos aditivos nos alimentos aquícolas. Conforme foi discutido, existe muito material a respeito desse tema e muitas rações comerciais já incorporam aditivos para diversos fins. Por fim, alguns produtores exigem aditivos específicos nas suas dietas para atingir objetivos próprios e prevenir resultados indesejados.