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Seminário Regional de Piscicultura em SC reuniu centenas de produtores

Seminário Regional de Piscicultura em SC reuniu centenas de produtores
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O público compareceu em peso ao 13° Seminário Regional de Piscicultura em Braço do Norte, SC

De 11 e 15 de julho ocorreu a FEAGRO, Feira de Exposição Agropecuária do Vale do Braço do Norte e Região, no município de Braço do Norte, Santa Catarina. Dentro da feira, a piscicultura também tem seu espaço, com o 13° Seminário Regional de Piscicultura realizado no sábado (14/07) e um pavilhão com exposição de diversas empresas do setor durante todos os dias do evento.

Duas palestras marcaram o Seminário, sendo a primeira do pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri, Bruno Correa da Silva. Bruno comentou sobre a qualidade do alevino de tilápia e os cuidados de povoamento. Também falou acerca do programa de melhoramento genético que a Epagri vem fazendo, com a linhagem GIFT-Epagri, uma seleção para as condições climáticas de Santa Catarina.

A segunda palestra teve como tema Imunidade, Sanidade e Biorremediação na Tilapicultura com o uso de probióticos, leveduras probióticas e seleno-leveduras. A mesma foi conduzida pelo Engenheiro de Pesca Marcelo Borba, da empresa Phileo/Aqua.

A participação do público foi expressiva, afinal, essa região tornou-se a maior produtora de peixes de água doce do Estado de Santa Catarina, conforme os dados da Epagri. Atualmente a região possui 7 associações de piscicultores. Consequentemente, pela primeira vez o peixe passou a fazer parte também da logo oficial da feira, conforme salientou o presidente da Feagro 2018, Sr. Adir Engel.

Logo da FEAGRO 2018 em Braço do Norte, Santa Catarina.

Outro fato importante comentado na abertura pelo representante da Secretaria de Agricultura, é que está tramitando na Assembleia Legislativa a nova Lei Estadual da Piscicultura (uma atualização da Lei nº 15.736/2012). O objetivo é que a piscicultura catarinense seja permitida em áreas de preservação permanente – seguindo critérios que liberem a produção, sem comprometer a preservação da vegetação nativa. No estado, a grande maioria das propriedades tem menos de 50 hectares e conta com mão de obra familiar. Com o espaço reduzido, 95% dos açudes e viveiros para cultivo de peixes de água doce estão em áreas de preservação permanente. E, por isso, os produtores não possuem licença ambiental, ficando impossibilitados de acessar o crédito rural, os programas de fomento do Governo Federal e Estadual e, até mesmo, as medidas de recuperação ambiental.

Segundo dados da Associação Brasileira de Piscicultura – PEIXE BR, em 2017 Santa Catarina produziu 44.500 toneladas, um volume 14,6% maior do que no ano passado, mantendo-se na 5° posição entre os estados produtores. A tilápia é o carro chefe do estado, com uma participação de 74% no volume de peixes produzidos. Em seguida vem as carpas e trutas, com 21% e por último os peixes nativos.

Empresas expondo no Pavilhão de Piscicultura