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Comunicado – Peixe BR

Comunicado – Peixe BR
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A greve dos caminhoneiros chegou ao seu 8° dia nesta segunda feira (28/05) e após alguns debates, ainda não há previsão para que a situação normalize.

Em nota divulgada em sua página oficial, a Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), externa a sua preocupação com o setor aquícola, confira:

A Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), entidade que reúne, defende e fomenta a cadeia produtiva dos peixes cultivados no Brasil, expressa sua extrema preocupação com o atual momento de desabastecimento dos insumos básicos para a criação e perdas de peixes frescos nas rodovias, devido à paralisação dos caminhoneiros e seus desdobramentos.

Neste momento, mais de 1 milhão de pessoas ligadas diretamente à cadeia da piscicultura estão com seus negócios, empregos e sustento em risco.

Peixe é uma proteína viva e, portanto, perecível. Peixe precisa de ração para sobrevivência. A demora na conclusão das negociações impacta diretamente a criação, causando mortalidade e paralisando a cadeia produtiva, incluindo as fábricas de rações e os frigoríficos.

O peixe tem um longo ciclo de vida. O prejuízo de hoje somente será equacionado em alguns meses, o que significa mais problemas para a cadeia produtiva, eventual desabastecimento de algumas espécies e em determinadas regiões, com claros prejuízos aos produtores e aos consumidores.

Nesse momento de extrema relevância para o país, salta aos olhos a falta de sensibilidade e de habilidade dos governantes federais e estaduais na administração rápida e eficaz do movimento. E o país sofre com isso.

Somos contra a abusiva carga tributária, que está no cerne da greve dos caminhoneiros e que, por extensão, prejudica toda a economia brasileira.

A PEIXE BR indigna-se contra o excesso de impostos e taxas e é contra a reoneração da folha de pagamento e a fixação de preços mínimos de frete, que vão provocar mais custos e perda de competitividade da piscicultura brasileira.”

A atual situação já provoca consequências ao setor. Em nota, ainda no dia 23 de maio uma das maiores cooperativas do estado do Paraná, C.Vale, que abate cerca de 50 mil tilápias/dia  comunicou que havia suspenso o abate.

No dia 25, a também gigante Copacol comunicou  a paralisação no abatedouro de Peixes em Nova Aurora, até que a situação se normalizasse.

No Rio Grande do Norte, a cadeia produtiva do camarão estimou uma queda de R$ 10 milhões no faturamento.