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TiLV provoca mortalidades no Peru e situação é de alerta

TiLV provoca mortalidades no Peru e situação é de alerta
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A recomendação agora é de restrição temporária ao transporte de tilápias vivas no País

Duas das quatro principais regiões produtoras de tilápia no Peru foram significativamente afetadas pelo temido Vírus da Tilápia Lacustre (TiLV). Esse vírus tem deixado vários países em alerta, uma vez que pode provocar mortalidades massivas (até 90% da população) em ambiente natural e de cultivo. Como já evidenciado pelo colunista Dr. Santiago Benites de Pádua na coluna publicada na 8° edição da Revista Aquaculture Brasil, esse vírus também tem preocupado o setor produtivo da aquicultura brasileira.

Na América do Sul, Equador e Colômbia já haviam registrado a ocorrência do TiLV em 2013 e 2016, respectivamente.

Em maio de 2017 a FAO publicou um alerta especial evidenciando o TiLV como uma grande ameaça aos cultivos de tilápia, uma vez que esta espécie é a segunda mais importante no mundo em termos de volume produzido. Sendo assim, a Agência Nacional de Sanidade Aquícola e Pesqueira (Sanipes) do Peru, efetuou um plano de emergência para a TiLV, fazendo análises nas suas principais regiões produtoras: Tumbes, Piura, Lima e San Martín. Em agosto do mesmo, após as análises, se descartou a presença do vírus no país.

Contudo, em dezembro de 2017 foi registrado a mortalidade de um grande número de tilápias na região de Piura e após diagnóstico histopatológico e molecular, ficou confirmado que a causa era pelo TiLV, segundo declaração do Sanipes.

Em fevereiro deste ano, o órgão recebeu novo comunicado de mortalidades incomuns de peixes na região de San Martin, mais de uma tonelada. Inicialmente a hipótese era de que algum produto químico pudesse ter causado tal situação. Contudo, após verificarem que a mortalidade era somente de tilápias, análises foram feitas e ficou confirmado que a causa se deu pelo Vírus da Tilápia Lacustre.

As medidas agora são por maior biossegurança, higiene, boas práticas e desinfecção, na tentativa de minimizar a ocorrência do vírus. Como a ocorrência do vírus é de notificação obrigatória, um comunicado oficial está sendo feito junto a OIE (Organização Mundial de Sanidade Animal).

A Sanipes recomendou a restrição do transporte de tilápias vivas dentro e também para fora do país. Tal recomendação permanecerá em vigor até que a autoridade sanitária confirme a ausência do vírus TiLV nas unidades produtoras de alevinos de tilápia em todo o país.