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Aquascience – A revolução continua

Aquascience – A revolução continua
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Em sua nona edição (nov-dez 2017) a Revista Aquaculture Brasil publicou um artigo sobre a inovação na produção de camarão, com o sistema “Aquascience”, da empresa Camanor Produtos Marinhos. Confira um pouquinho de como acontece a produção por lá!

Introdução

A fazenda Cana Brava, da Camanor Produtos Marinhos, em Canguaretama-RN, foi fundada em 1983. Tinha excelentes resultados no modelo semi-intensivo até 2011, quando o vírus da síndrome da mancha branca (WSSV) atingiu a produção. A sobrevivência passou de 5 a 10%, com apenas 50t de camarão no ano.

Primeiros ensaios intensivos

Antes do vírus, a empresa já pensava em um modelo diferente de produção. Os primeiros incrementos foram geomembrana recobrindo o solo dos viveiros, aumento da aeração e da densidade de povoamento (100 camarões/m²). A ideia deu certo, com quatro ciclos de sucesso. Contudo, a mancha branca também atingiu a unidade experimental. Assim, foram adicionados outros elementos, como a tilápia (Oreochromis niloticus), o recobrimento dos viveiros (inicialmente com sombrites) e o sistema de recirculação.

O nascimento do “AquaScience”

A ideia principal estava concebida: tentar equilibrar o ambiente de cultivo, proporcionando bem-estar aos animais. Assim, mesmo que a doença estivesse presente, os camarões não iriam manifestá-la. Era preciso, também, que a água se mantivesse por vários ciclos recirculando no sistema, sem a necessidade de troca. Juntando os fatos e muita engenharia, surgiu o AquaScience.

A lógica do sistema AquaScience

O princípio básico é manter os parâmetros de qualidade da água estáveis, em constante movimento e recirculação, reaproveitando todos os nutrientes e matéria orgânica dentro do próprio sistema. Todo o resíduo sólido é bombeado aos tanques de tilápia, quem filtram e consumem o material. Nas fases finais do cultivo de camarão, as tilápias são alimentadas com apenas 20% de ração.

Modelo em constante evolução

O sistema já passou por três melhorias, chamadas de G1, G2 e G3, sendo esse último o modelo atual, mas com estudos para G4. O recorde de produção alcançado em 2017 foi 73,6 t/ha produzidas, sobrevivência próxima à 90%, 3 ciclos ao ano, e camarões com peso entre 17 e 18g. Com a tilápia é possível realizar 2 ciclos por ano, com peso final entre 1000 e 1500g, sendo produzido 2 a 2,5t por tanque, também são comercializadas.

Objetivos futuros

Dentre as metas futuras estão: produção própria de pós-larvas de camarão, implantação de um sistema bifásico, melhoramento genético das tilápias, centro de treinamento para capacitação dos funcionários e um centro de pesquisas voltado à produção.

O sócio e superintendente da Camanor, Luiz Henrique afirma não terem metas, pois, uma vez que se estabelece uma meta, se estabelece um fim, e se estivessem estabelecido um fim, a produtividade teria parado nos valores do G1. AquaScience, continuando a revolução!

Para conferir o artigo completo, clique aqui!