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Sedimentadores

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Independente da espécie cultivada, a remoção das partículas sólidas é a demanda primária e uma das mais exigentes em um sistema de recirculação de água. Lembrando o que já foi abordado em outras oportunidades, essas partículas são provenientes basicamente das fezes e restos de alimento não consumidos. A divisão ocorre por faixa de tamanho entre sólidos sedimentáveis (maiores) e suspensos (menores).

O melhor método para a remoção das partículas maiores, é a sedimentação. Ela deve ser feita como primeira etapa de tratamento e sempre por gravidade. O uso de motobombas, aeração e outros métodos de agitação da água, irão quebrar as partículas em tamanhos menores, dificultando a sua remoção.

Um filtro sedimentador permite que as partículas maiores sejam depositados e posteriormente removidas. Isso ocorre com a diminuição da velocidade da passagem da água, de modo que essas partículas precipitem. Os desenhos mais antigos, de formato horizontal, utilizam áreas maiores e demandam mais mão de obra para a sua limpeza. Os modelos mais atuais, são mais compactos, geralmente cilíndricos e de base cônica.

A sua operação consiste na entrada do efluente em um tubo central do sendimentador. A água é direcionada lentamente para o fundo do reservatório, que possui o formato cônico. Através da desaceleração, as partículas se depositam no fundo cônico. A água filtrada flui para a parte superior, externa ao centro do filtro e transborda por gravidade para saída lateral. A partir desse ponto, a água pode ser direcionada para outros processos necessários para o sistema.

Trata-se de um método que não demanda manutenção ou substituição de partes móveis. A sua rotina é basicamente a remoção diária dos sólidos concentrados através de uma válvula de purga (que pode ser automatizada) e limpeza periódica das paredes do filtro. A sua eficiência se dá pelo fato de não utilizar bombeamento direto para a sua operação, somente com a passagem de água por gravidade. Testes em sistemas de recirculação demonstram um índice de remoção de sólidos sedimentáveis próximos a 78%. Esse método pode ser aplicado no efluente de diferentes demandas, com vazões de poucos m³/h, até sistemas comerciais de grande porte.

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