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Piscicultura no Paraná – rumo as 100 mil toneladas!

Piscicultura no Paraná – rumo as 100 mil toneladas!
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Em 2016 a Aquaculture Brasil publicou um artigo na 5ª edição (mar/abr 2017) intitulado “Piscicultura no Paraná: rumo as 100 mil toneladas!” Na época, a Associação Brasileira de Piscicultura – Peixe BR, divulgou os dados de produção nacional e o Paraná despontava como o maior produtor, chegando a 93.630 toneladas de peixes produzidos. No ano de 2017, os novos dados apontam que a produção atingiu sim as 100 mil toneladas, por sinal, ultrapassou esse valor, chegando a 105.392 toneladas.

Mas, de onde vem toda essa força? Como está organizada a produção? A Aquaculture Brasil esteve no Paraná e trouxe as informações com exclusividade para você no artigo publicado na 5° edição!

A produção no Paraná tem dois grandes polos de produção: Norte e Oeste do estado.

O polo situado no Norte é constituído por 65 municípios. Em 2015 esta região foi responsável por 14% da produção, sendo que a tilápia foi a espécie mais produzida, com 82% do total. O sistema de produção predominante é tanques-rede nas represas do rio Paranapanema.

O polo situado no Oeste paranaense abrange 48 municípios e produz a maior parte do pescado do estado. No ano de 2015 o montante de peixes produzidos nessa região foi de 69%,  sendo que destes, 96% foi de tilápia. Os cultivos são em viveiros escavados e contam atualmente com alto nível de tecnologia, com uso de aeradores e arraçoamento mecanizado.

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Figura 1. Arraçoamento em viveiro de tilápia com alimentador automático ©  Aquaculture Brasil

A piscicultura gerou para o Paraná, em 2014, um valor bruto de produção de quase meio bilhão de reais, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural do Paraná. O sistema de integração com as cooperativas é um dos pontos fortes do Oeste. Segundo o extensionista da Emater, César Ziliotto, existe na região duas cooperativas que trabalham com esse modelo, uma delas com sistema de integração total na piscicultura (Copacol) e outra (Copisces) com sistema de integração parcial.

No sistema integrado total a cooperativa fornece a ração, os peixes, assistência técnica e ao final do cultivo recolhe os animais para destinar ao abate. Por sua vez, o produtor fornece estrutura e mão de obra para manutenção do cultivo. A remuneração ao piscicultor é baseada na produtividade.

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Modelo de integração ©  Nicanor Sanches

A Emater tem grande participação no desenvolvimento da piscicultura no Paraná, através da orientação ao licenciamento ambiental, ações de qualificação da mão de obra familiar, promoção de melhorias nos sistemas de produção, entre outros.

Vimos o despertar de um gigante, que com água em abundância, apesar de um inverno rigoroso, conseguiu tornar-se o estado com a maior produção nacional de peixes, segundo dados levantados em 2016 pela Peixe BR, e mais recentemente, em 2017.

Detalhes mais específicos sobre as formas de cultivo e outras informações sobre a piscicultura no Paraná, você encontra aqui no artigo completo.