Principal Notícias A utilização de berçários e raceways em fazendas de camarão marinho Litopenaeus vannamei no Brasil – I Histórico, conceitos e tendências
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A utilização de berçários e raceways em fazendas de camarão marinho Litopenaeus vannamei no Brasil – I Histórico, conceitos e tendências

A utilização de berçários e raceways em fazendas de camarão marinho Litopenaeus vannamei no Brasil – I Histórico, conceitos e tendências
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Na sua quarta edição (jan-fev 2017), a Revista Aquaculture Brasil publicou o primeiro artigo, de uma série de três, sobre a utilização de berçários e raceways em fazendas de camarão marinho Litopenaeus vannamei no Brasil. De autoria de Bruno Scopel e Anízio Silva, a primeira publicação mostrou um pouco do histórico, conceito e tendências do uso desses sistemas.

Segundo a ABCC (2011), na década passada, somente 12% das fazendas no Brasil utilizavam berçários intensivos e o percentual de uso destes berçários nas grandes fazendas chegava a 63%, mas as estruturas ficavam ociosas, já que ainda era mais fácil fazer um povoamento direto nos viveiros.

Após a chegada das doenças nas fazendas do Nordeste, houve a necessidade de um maior controle sob as condições de cultivo (Guerrelhas, 2012). Assim, o uso de sistemas berçários em tanques de fibra ou concreto voltou como uma alternativa para aumentar a biossegurança. Além disso, novas fazendas começaram a aderir a estratégia de berçários para pré-engorda através de sistemas bifásicos ou trifásicos. Estas estruturas usam estufas agrícolas e sistemas de aeração, alimentação e manejo mais modernos, arrojados e eficientes.

A principal razão de utilizar berçários e raceways em fazendas de camarão marinho é produzir PL´s ou juvenis com previsibilidade, mais saudáveis, mais uniformes e diminuir ao máximo o tempo de cultivo nos viveiros abertos, o que reduz o tempo de contado dos animais no ambiente externo. As novas tecnologias intensivas de produção, trazidas para o Brasil principalmente da Ásia (Scopel, 2012 e 2014), preconizam a utilização de viveiros pequenos (20t/ha/ciclo), estáveis e biosseguros.

Dessa forma, berçários primários e os secundários vêm ganhando cada vez mais adeptos no país (Nunes, 2015; Rocha et al., 2016) e no mundo. Devido às diversas vantagens no uso tanto do ponto de vista das estruturas, do manejo de qualidade de água e alimentação, as tecnologias utilizadas vêm evoluindo e sendo aprimoradas ano após ano. Algumas desvantagens incluem alto custo de implementação do sistema, podendo não gerar resultados esperados, caso não se tenha um manejo adequado. Risco de baixa sobrevivência, contaminação e estresse na transferência dos animais para os viveiros.

As estruturas, forma de construção e manejo são bem variados ao longo do país. As últimas novidades se referem principalmente aos aeradores chamados “aerotubos”, que injetam microbolhas de ar. O importante é o produtor escolher o que mais se adéqua à sua fazenda e seus objetivos finais. As análises e a interpretação correta dos parâmetros físicos e químicos da água, também são de fundamental importância para o sucesso do cultivo.

A instalação de berçários primários e/ou secundários são uma grande ferramenta para o convívio e combate às doenças, dessa forma, estão sendo cada vez mais utilizados.

Para conferir o artigo na íntegra sobre berçários e raceways em fazendas de camarão marinho, clique aqui!

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