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Dez anos da tilápia GIFT no Brasil

Dez anos da tilápia GIFT no Brasil
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Em sua primeira edição (jul/ago – 2016) a revista Aquaculture Brasil publicou um artigo sobre os Dez anos da tilápia GIFT no Brasil. De autoria do Dr. Ricardo Pereira Ribeiro, Lauro Vargas e Carlos Antonio Lopes De Oliveira, do Departamento e Zootecnia da Universidade Estadual e Maringá (UEM), no Paraná, o artigo aborda o histórico do melhoramento genético da tilápia GIFT no Brasil, que “nasceu” na UEM.

O Brasil cultiva tilápia desde a década de 1950. A espécie mais produzida, atualmente, é a Oreochromis niloticus, introduzida em 1971 no Nordeste Brasileiro. A partir daí, outros grupos foram introduzidos, entre eles a linhagem GIFT (Genetically Improved Farmed Tilapia) em 2005, pela Universidade Estadual de Maringá com apoio da extinta Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca.

Desde então, a Universidade vem realizando programas de melhoramento genético, a fim de aumentar a velocidade de crescimento. Para isso, foi elencado o peso corporal como critério de seleção inicial e, após 2009, o ganho em peso diário.

Para o programa, foram recebidos 600 animais de 30 diferentes famílias da variedade GIFT do WorldFish Center. Foi observado uma sobrevivência de 83,5% do total, sendo que não comprometeu o número original de famílias. Após atingirem peso suficiente foram acasalados, constituindo a primeira geração de animais GIFT reproduzidos no Brasil, com 33 famílias diferentes.

Uma parceria entre a prefeitura municipal de Diamante do Norte e o Campus Regional de Noroeste da Universidade Estadual de Maringá, permitiu, a partir de 2008, a avaliação de desempenho em tanques-rede.

O programa de melhoramento genético de tilápias da Universidade Estadual de Maringá, desenvolve as atividades necessárias para que a cada ano uma nova geração de indivíduos seja avaliada e reproduzida.

Em dez anos de estudo houve um incremento de mais de 17% nas características relacionadas à velocidade de crescimento (peso à despesca e ganho em peso diário), mais de 14% no volume e de 9,5% na área do corpo dos animais avaliados, comparados aos animais que foram introduzidos. Além de uma maior resistência ao frio, já que os animais foram desafiados a crescer em uma condição de água bastante diversa do original. Tudo isso mantendo a variabilidade genética original, sendo que os ganhos genéticos obtidos podem ser mantidos por várias gerações.

A distribuição das matrizes pela Universidade ocorreu de 2006 a 2012 com mais de 100 produtores atendidos. Hoje estima-se que a variedade GIFT e seus cruzamentos representam mais de 70% da produção de tilápias no Brasil.

Apesar de que o processo de seleção ocorreu em tanque-rede, os animais também são produzidos com alto desempenho em viveiros escavados e em outros sistemas de produção.

Isso tem disponibilizado à comunidade científica e ao setor produtivo informações e recursos humanos capacitados na condução de programa de melhoramento genético de peixes, estimulando a implantação de empresas brasileiras no ramo.

Confira o Artigo Completo aqui!