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Mudança na legislação possibilita expansão da piscicultura no Mato Grosso

Mudança na legislação possibilita expansão da piscicultura no Mato Grosso
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O presidente da Aquamat (Associação dos Aquicultores do Estado de Mato Grosso), Daniel Garcia de Carvalho Melo,   comenta sobre a expansão da piscicultura no estado

No início de janeiro foi sancionada a lei 10.669, que entre outras alterações na legislação atual, autorizou a produção de peixes exóticos em sistemas de tanque-rede, antes autorizado apenas em viveiros escavados. Essa simples alteração vai proporcionar, em pouco tempo, que o Estado possa se consolidar definitivamente como campeão de produção em mais um setor do agronegócio: a produção de peixes. Hoje, o estado do Mato Grosso é considerado o quarto maior produtor do Brasil, segundo dados do IBGE, com 95% da sua produção concentrada em peixes nativos, entre eles o Tambaqui, o Pintado e a Tabatinga (híbrido resultado da cruza do Tambaqui com a Pirapitinga). Agora, o estado poderá contar com mais uma espécie para produção em larga escala, com pacote tecnológico para cultivo e mercado consumidor em plena expansão: a Tilápia. Essa espécie exótica é produzida há mais de 50 anos no Brasil com altos índices de produtividade e qualidade de carne excepcional.

A Tilápia tem um diferencial, pois é um peixe domesticado que se adapta perfeitamente ao sistema de produção em tanque rede, estrutura semelhante a uma gaiola que fica submersa em água. Esse sistema já é utilizado na Noruega e no Chile há muitos anos, para a produção de salmão e já existe no Brasil em vários reservatórios nas regiões Sudeste e Nordeste e agora se expandindo para o Centro Oeste brasileiro.

O lado positivo desse sistema produtivo para o Estado de Mato Grosso é a redução da pressão sobre o consumo de peixes do rio e a utilização do segundo maior potencial hidrelétrico do Brasil com 121 usinas hidrelétricas e/ou PCHs já em funcionamento, evitando o desmatamento ou escavação de viveiros, reduzindo assim os custos para implantação com praticamente zero impacto ambiental. A possibilidade de utilização desses reservatórios para produção de peixes dá ao empresário do agronegócio mato-grossense mais uma alternativa de geração de renda.

Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU), a piscicultura em tanque rede é o sistema de produção de proteína de origem animal mais eficaz e menos poluente entre todos os outros já analisados, visto que com apenas 1,5kg de ração se produz 1,0 kg de carne, enquanto que para a produção de carne bovina essa relação pode chegar a 8,0kg de ração para o mesmo 1,0 kg de carne.

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