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Peixe BR se posiciona sobre a suspensão das exportações para a UE

Peixe BR se posiciona sobre a suspensão das exportações para a UE
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Em nota publicada no próprio site, a Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), demonstrou seu descontentamento com a suspensão das exportações de pescado oriundos da Piscicultura, para a União Europeia. Esse grupo de países representa o segundo maior importador do pescado brasileiro. Segundo os últimos números em 2017, o volume de peixes exportado foi de aproximadamente 5.652 toneladas.

Confira a nota :

“A Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), entidade que representa mais de 50% da produção brasileira de peixes cultivados, lamenta a falta de atenção dos órgãos competentes à Aquicultura nacional, que levou a um equívoco da UE (União Europeia) de suspender a importação de pescado oriundo da Piscicultura. A notícia é ruim, sem dúvida, porém não se pode dizer que seja inesperada ou que tenha sido uma surpresa para as autoridades brasileiras.

Exigimos que o governo federal tome as medidas cabíveis com urgência, para evitar que essa decisão afete outros mercados com os quais temos negócios e prejudique a conquista de novos parceiros comerciais.

A Piscicultura brasileira movimenta pouco mais de R$ 4 bilhões por ano e emprega 1 milhão de pessoas. Comparada às demais atividades de origem animal, os números são modestos. Talvez por isso esteja merecendo pouca atenção do governo brasileiro.

A criação do Ministério da Pesca, depois a transformação em secretaria especial ligada à Presidência da República, depois repassada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), depois levada ao Ministério do Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDIC) e depois de volta à Presidência da República são exemplos da pouca atenção dada à atividade.

Nesse jogo de forças polí­ticas, esqueceram do básico: cuidar das necessidades elementares da Piscicultura brasileira. Há projetos sobre águas da União em análise há mais de uma década; a legislação ambiental cerceia o avanço da atividade em vários estados; a questão sanitária tem sido pouco considerada na entrada de peixes importados. Isso para dar apenas três exemplos.

Nossa atividade tem uma missão nobre: contribuir com o aumento da produção de alimentos saudáveis, de alta qualidade. Também queremos proporcionar mais renda para os piscicultores. Desejamos pagar os tributos necessários para isso. Pretendemos avançar no mercado internacional, ajudando a melhorar ainda mais a balança comercial do agronegócio.

Existimos e trabalhamos para dar nossa contribuição ao crescimento do Brasil. Porém, viram-nos as costas e não nos dão as condições básicas para fazer o essencial.

Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR)”

Nota na íntegra.