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Diretores da Peixe Vivo Aquacultura vão ao Vietnã conhecer o cultivo de pangasius

Diretores da Peixe Vivo Aquacultura vão ao Vietnã conhecer o cultivo de pangasius
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Após muitas polêmicas sobre a importação do Panga (Pangasius hypophthalmus), a espécie será cultivada no Brasil

 

Apesar de muitas discussões, o peixe Panga, importado dos países asiáticos, já caiu na mesa dos brasileiros. Seja pelo preço ou pelo gosto, a verdade é que muitos brasileiros já provaram esse peixe de água doce, possuidor de uma carne branca, sabor suave, sem espinhos e de textura firme.

Com uma produção que cresce ano a ano, o Vietnã é de longe o maior produtor desta espécie e exporta para diversos países da União Europeia, Asiáticos e também da América, como Estados Unidos e Brasil.

Vislumbrados com esse mercado, Emerson Esteves e Assis Castellan, diretores da Peixe Vivo Aquacultura, realizaram uma visita técnica ao Vietnã a convite do grupo Neovia, que atua na cadeia do pangasius nesse país. A visita, ocorrida na segunda semana de dezembro, durou cerca de uma semana e teve como objetivo conhecer de perto a produção desta espécie em todas as fases, reprodução, engorda, fábrica de ração e frigoríficos.

Para Emerson Esteves, que também é presidente da associação Peixe SP, esse intercâmbio de conhecimento foi fundamental para dar seguimento a produção desta espécie no Brasil. “Voltamos muito otimistas e com a bagagem cheia de informações. O Vietnã é um país pequeno, cerca de 30% maior que o estado de São Pulo, mas com uma produtividade imensa. Enquanto no Brasil produzimos por volta de 640 mil toneladas de peixe, o Vietnã produz 3 milhões de toneladas, somando-se todas as espécies e sem um grande pacote tecnológico”.

Emerson destaca ainda como o país “respira” aquicultura “Nota-se que é um povo muito trabalhador, focado na aquicultura e com diversas políticas voltadas para o desenvolvimento da atividade. É um país que realmente vê a aquicultura como um grande gerador de empregos e riquezas ao país. Há também muita piscicultura familiar, com uma produtividade muito grande”.

Questionado sobre o grupo Neovia ser um futuro parceiro na produção de ração para a espécie no Brasil, Emerson afirma que sim, especialmente pela experiência que a empresa já possuí na fabricação de ração para Panga no Vietnã.

“Realmente se tem uma parceira para a produção de Panga, uma vez que estamos começando a cadeia desse peixe no estado de São Paulo, único estado já autorizado a produzir a espécie em viveiro escavado, e realmente daqui pra frente teremos um foco bastante grande para ampliar e aprimorar todo o pacote tecnológico dessa produção”.

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