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Espécies podem se adaptar a águas de latitudes mais altas e potencializar a produção em oceano aberto

Espécies podem se adaptar a águas de latitudes mais altas e potencializar a produção em oceano aberto
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Uma nova análise sugere que a aquicultura em oceano aberto seria uma opção viável para a expansão da produção aquícola e uma nova fonte de proteína para a população mundial em contínuo crescimento. No entanto, a aquicultura offshore é limitada por fatores oceanográficos, como correntes, ventos e a temperatura da água do mar – que não são controlados.

Publicado este mês no Proceedings da Royal Society B, o artigo “The growth of finfish in global open-ocean aquaculture under climate change”, sugere que as águas superficiais próximas da costa, aquecidas pelas alterações climáticas, levariam muitas espécies para latitudes mais altas – onde teriam melhores taxas de crescimento -, o que favorece a possibilidade de desenvolvimento da aquicultura offshore.

A aquicultura é uma importante fonte de proteína primária para aproximadamente um bilhão de pessoas em todo o mundo e deverá se tornar ainda mais importante no futuro. No entanto, outras formas de produção, como as desenvolvidas em baías e estuários, têm um potencial limitado de expansão devido à falta de espaço e restrição de água.

Foram avaliadas três espécies – localizadas em diferentes regiões do planeta: Salmão do Atlântico (Salmo salar) – que cresce mais rapidamente nas águas subtropicais e temperadas, dourada (Sparus aurata) – encontrada em águas temperadas e subtropicais, e o bijupirá (Rachycentron canadum) – encontrado em águas subtropicais e tropicais. Segundo o estudo, realizado através de modelagem, tais espécies responderiam favoravelmente às mudanças climáticas.

Vale destacar que os pesquisadores reconhecem que embora a aquicultura em oceano aberto seja uma excelente alternativa produtiva, ela não é desprovida de riscos. Por exemplo, a recente fuga do Salmão do Atlântico cultivado no Puget Sound, nos EUA,  podendo levar a introdução de doenças as espécies nativas e impactar negativamente os ambientes circundantes.

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