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Os moluscos bivalves de água doce do Brasil – Potencial ainda não aproveitado pela aquicultura

Os moluscos bivalves de água doce do Brasil – Potencial ainda não aproveitado pela aquicultura
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Ellano José da Silva
Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural
do Rio Grande do Norte
EMATER RN
ellanosilva7@gmail.com

Carla Suzy Freire de Brito
Universidade Federal do Piauí – UFPI
Campus Parnaíba

Renata Bezerra Gomes
Laboratório de Moluscos – LABMOL
Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA

Cristina de Almeida Rocha-Barreira
Laboratório de Zoobentos
Instituto de Ciências Marinhas Tropicais – LABOMAR
Universidade Federal do Ceará – UFC

Os moluscos constituem o segundo grupo de animais com maior produção pela aquicultura mundial. A produção aquícola desses animais vem aumentando a cada ano, em 2014, ultrapassou as 16.000.000 de toneladas, gerando uma receita de mais de 19 bilhões de dólares (FAO, 2016). Além disso, na malacocultura não há entrada de alimento ou fertilizantes, um dos principais custos envolvidos na piscicultura ou carcinicultura, por exemplo (ANDRADE, 2016). Mundialmente, os moluscos marinhos e estuarinos são os mais cultivados, com destaque para o grupo dos bivalves, englobando ostras e mexilhões.

No Brasil, o cultivo desse grupo ainda é pouco difundido. A malacocultura se restringe ao cultivo de espécies marinhas, das quais os estados do Sul e Sudeste detém a produção, especialmente
Santa Catarina, maior produtor nacional (MPA, 2012), alcançando 20.438 toneladas de ostras e mexilhões no ano de 2015 (EPAGRI, 2016).

A produção de bivalves de água doce tem como principais finalidades:

i) a produção de pérolas na (principalmente) Ásia;
ii) recuperação de estoques naturais na América do Norte;
iii) a produção de bivalves como fonte de alimento para o homem no sul da Índia (SICURO, 2015).

No continente sul-americano, o Brasil destaca-se quanto ao conhecimento das espécies de bivalves que ocorrem nos ambientes límnicos (rios, lagos) (MANSUR e PEREIRA, 2006; SIMONE, 2006). Contudo, ainda não existem ultivos comerciais no país, embora alguns esforços tenham sido direcionados ao cultivo experimental de espécies ameaçadas de extinção (LIMA, 2010), uma espécie perlífera (AGUDO- PADRÓN, 2016) e recentemente um bivalve límnico que ocorre em grandes densidades sendo alvo da pesca, foi “redescoberto” no Nordeste brasileiro (BRITO et al. 2015). Todavia, o real potencial desses organismos ainda não foi aproveitado pela aquicultura.

Neste artigo, listamos os principais grupos de moluscos dulcícolas nativos com potencial ao cultivo, bem como os gargalos para o desenvolvimento desta atividade.

Apesar do vasto número de espécies de moluscos descritas mundialmente, o conhecimento sobre moluscos de água doce brasileiros está longe de ser satisfatório (BRITO et al., 2015). Assim, as espécies nativas do Brasil (Figura 1) estão representadas por seis famílias (PIMPÃO e MANSUR, 2009), citadas na Tabela 1.

Tabela 1. Lista dos grupos de bivalves límnicos nativos do Brasil. 

*A ordem Veneroida também engloba espécies marinhas e estuarinas.

A Ordem Unionoida representa os principais bivalves dulcícolas no mundo (GRAF, 2007). Popularmente conhecidos por “náiades¹”, são os únicos bivalves a possuírem um estágio larval parasitário e conhecidos por produzirem pérolas de alta qualidade (Figura 2).


Figura 2. A espécie Hyriopsis cumingi, em Hong Kong, China, mostrando fileiras de pérolas cultivadas. © Istara CC 3.0 ¹O cultivo dos náiades é chamado de naiadicultura.

Os Unionoida de ocorrência no Brasil são representados, principalmente, pelos gêneros:

Diplodon (Spix & Wagner, 1827)
Apresenta grande variabilidade em suas formas, mesmo entre a mesma população (BONETTO, 1961). As espécies que, até o presente momento, apresentam possibilidades de cultivo são: Diplodon martensi (Ihering, 1893), D. expansus (Küster, 1856) (Figura 3) e D. rotundus (Spix & Wagner, 1827).


Figura 3. Vistas externa  da concha da espécie Diplodon expansus.

Anodontites (Brugière, 1792)
Neste gênero, a espécie que se destaca é a A. trapesialis (Lamarck, 1819) (Figura 4). A mesma ocorre em todas as bacias Sul Americanas. Possui tamanho aproximado de 10 mm a 150 mm (SIMONE, 2006). No Brasil, apenas esta espécie tem sido cultivada experimentalmente para a produção de pérolas, no estado de Santa Catarina (AGUDO-PADRÓN, 2016).


Figura 4. Espécime de Anodontites trapesialis em seu ambiente natural. © Rogério Santos

A Ordem Veneroida engloba mais de um terço de todas as espécies atuais de bivalves (PECHENIK, 2016), com destaque para a família Cyrenidae e a espécie Cyanocyclas brasiliana. Esta espécie, (Figura 5), possui comprimento médio de 18 mm (SIMONE, 2006), contudo, Brito (2016) encontrou indivíduos de até 30,45mm. É uma espécie estenohalina, não suportando salinidade superior a 3 (BRITO, 2016), o que limita sua ocorrência. É endêmica da região Norte do Brasil (DESHAYES, 1854; PRIME, 1870) e recentemente foi encontrada no Estado do Piauí (BRITO et al., 2015).

Devido a sua grande abundância, variando em média 5.992 ind./m² (BRITO, 2016), a C. brasiliana é capturada pelas marisqueiras da comunidade dos Tatus em Parnaíba/PI (Figura 6). Esta pescaria pode produzir mais de 52.000 kg (animal com concha) mensais (FARIAS et al., 2015), comercializados localmente por R$10,00/kg, embora a maior parte da produção seja fornecida
a atravessadores por R$ 3,80/kg.

A localização desta pescaria é definida pela profundidade, abundância dos animais e tipo de substrato. Quando há uma maior influência marinha sobre o rio, eventos de mortalidade são registrados pelos pescadores. Outras variáveis ambientais como o tipo de fundo, são primordiais para a ocorrência desta espécie que prefere substrato lamoso ao arenoso.

Cyanocyclas brasiliana é uma das únicas espécies de moluscos de água doce alvo da pesca no Nordeste brasileiro, servindo como fonte de alimento e renda para as comunidades em sua área de ocorrência.
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Figura 5. Fotografia ilustrando o ambiente de ocorrência natural de Cyanocyclas brasiliana (círculo branco), em Parnaíba – PI. © Carla Brito, modificado por Ellano
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Figura 6. Landuá, arte de pesca utilizada na captura do bivalve límnico Cyanocyclas brasiliana no Piauí.© Carla Brito

Gargalos no Cultivo dos bivalves dulcícolas: Reprodução

Os bivalves límnicos desenvolveram uma estratégia reprodutiva muito peculiar. Diferentemente dos bivalves marinhos, como as ostras nativas, que lançam seus gametas na água onde ocorre a fertilização e posteriormente o desenvolvimento embrionário, os bivalves límnicos apresentam fecundação e desenvolvimento internos. Uma vez que os embriões morreriam caso forem transportados pelo fluxo dos rios até a zona de influência salina nos estuários.

 

Reprodução dos Unionoida

Na época de reprodução os machos lançam seus gametas na água, estes são capturados pelos sifões ou abertura inalante das fêmeas e transportados para uma região das brânquias modificada em um marsúpio. Lá, os ovos se desenvolvem até a fase larval, que possui dois tipos, de acordo com a espécie: gloquídia (bivalve) ou lasídia (univalve) (BAUER e WÄCHTLER, 2012). Em ambos os tipos larvais o bivalve mãe precisa ‘infectar’ um vertebrado hospedeiro para que o ciclo reprodutivo se complete. Normalmente as larvas aderem às brânquias ou nadadeiras de um peixe e permanecem até realizarem a metamorfose em juvenis, para então assentarem no substrato (WÄCHTLER et al., 2001).

O grande entrave no cultivo dos Unionoida está na necessidade de simular as características do hospedeiro. Lima (2010) utilizou com sucesso o extrato liofilizado de plasma do lambari (Astyanax altiparanae), produzindo com sucesso juvenis de três espécies do gênero Diplodon: Para D. rotundus gratus, obtiveram sobrevivência de 100% durante o experimento. Já D. martensi e D. expansus apresentaram mortalidade entre 40% e 65%, respectivamente. Estes resultados demonstram que é possível realizar a larvicultura desses animais.

Reprodução dos Veneroida – Família Cyrenidae

Não existem estudos sobre a biologia das espécies do gênero Cyanocyclas, assim, assume-se que suas estratégias reprodutivas acompanhem o padrão já conhecido para a maioria das espécies de Corbicula (BRITO, 2016). Scarabino e Mansur(2007) citam que Cyanocyclas é hermafrodita simultâneo, entretanto, reforçam a falta de conhecimentos sobre o grupo.

Nos Cyrenídeos a fertilização ocorre no interior da cavidade paleal e a incubação dos embriões ocorre por entre os filamentos branquiais; as larvas passam pelos estágios trocófora, véliger e pedivéliger, sendo liberadas em forma de “D”. Após a libertação, os juvenis passam um curto período (até quatro dias) na coluna d’água e assentam no sedimento utilizando um filamento bissal mucilaginoso (MACKIE & CLAUDI, 2009). No gênero Cyanocyclas, a incubação das larvas é completa e ocorre no interior do marsúpio braquial. O número de embriões é pequeno, de 25 a 45 por brânquia, e a libertação não é sincronizada (PEREIRA et al.,2012).

Apesar de serem conhecidos como espécies invasoras, nos locais onde estas espécies são nativas, em geral, são alvo da pesca e bastante apreciadas na culinária (MITO et al., 2014; LIAO et al., 2013; KE et al., 2011) entretanto, não existem registros também sobre o cultivo destas espécies.

Perspectivas futuras

O uso de bivalves límnicos para a produção de pérolas, conservação de estoques naturais e consumo humano, são apenas algumas de suas múltiplas aplicações. Esses animais podem ser utilizados como alimento para organismos cultiváveis, como crustáceos e reprodutores de peixes (MYERS e TLUSTY, 2009) e até mesmo as espécies como o molusco exótico invasor Corbicula fluminea (disseminado em quase todas as bacias hidrográficas brasileiras) tem sido usado para remover o fósforo de águas residuais da agricultura (RILEY, 2008).

Apesar de não existirem cultivos comerciais no Brasil, o mesmo se destaca devido ao grande número de corpos d’água continentais e parques aquícolas. A busca pela maximização do lucro e sustentabilidade na atividade nunca foram tão almejados, seja no desenvolvimento do policultivo ou na busca de estratégias de baixo custo para o tratamento de efluentes da aquicultura.

A implementação de bivalves límnicos na aquicultura pode aliar o útil ao agradável, além de oferecer uma diversificação a esta atividade no Brasil.

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