Principal Notícias Entendendo o troca-troca de Ministérios: onde a aquicultura está localizada no cabideiro ministerial?
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Entendendo o troca-troca de Ministérios: onde a aquicultura está localizada no cabideiro ministerial?

Entendendo o troca-troca de Ministérios: onde a aquicultura está localizada no cabideiro ministerial?
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As frequentes trocas de Ministérios na Pesca e na Aquicultura têm efeitos negativos para o desenvolvimento do setor no país. Quando há mudanças sucessivas e instabilidades ministeriais, também há uma reformulação de orientação, alteração de diretrizes, interrupção de programas e descontinuidade administrativa.

Isso porque quando novos ministros assumem,  novos objetivos e metas passam a fazer parte da nova gestão, uma vez que têm perfis de atuação diferentes daqueles que já passaram pela administração do setor.

O fato é que enquanto a Pesca e Aquicultura não forem vistas como atividades de grande importância econômica para o país, haverão barreiras que impedirão a superação dos desafios. Outro entrave é a falta de monitoramento e controle de dados tanto da pesca quanto da aquicultura, que acaba inviabilizando o crescimento pesqueiro e aquícola.

É impossível gerir algo que não se mede, que não se mensura, que não se tem histórico. E é aí que reside o problema do Brasil: não investir em coleta de informações.

O que se tem notado é que a Pesca e Aquicultura têm sido utilizadas como barganha e moeda de troca. Atualmente, a Secretaria de Pesca e Aquicultura (antes parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA) faz parte do Ministério da Indústria, Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Mas antes de fazer parte do MAPA, a administração do setor era realizada pelo Extinto Ministério da Pesca e Aquicultura (2009-2015), antiga Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca (SEAP).

Em pouco menos de 8 anos, foram 3 alterações ministeriais e alguns (muitos) ministros. O que não se pode negar é que o desenvolvimento da atividade acaba sendo impactado com todo este troca-troca, retardando (ou nunca concluindo) programas e ações para o setor e seus envolvidos.

Para se ter uma ideia, segundo o novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) – “O Estado Mundial da Pesca e Aquicultura 2016 (SOFIA)”, estima-se que o Brasil deve alcançar até 2025 um crescimento de 104% na produção da pesca e aquicultura, sendo considerado o maior em relação a outras regiões como América Latina e Caribe, seguido de México (54,2%) e Argentina (53,9%). Temos potencial? Sim. O que nos falta é uma boa gestão!

Quer saber mais sobre os dados do novo relatório da FAO? Clique AQUI!