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FAO divulga documento técnico sobre as ocorrências e implicações dos microplásticos na pesca e aquicultura

FAO divulga documento técnico sobre as ocorrências e implicações dos microplásticos na pesca e aquicultura
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A produção de plástico tem aumentado exponencialmente nas últimas décadas, atingindo em 2015 cerca de 322 milhões de toneladas, não incluindo as fibras sintéticas, das quais representaram em 2015 mais de 61 milhões de toneladas. A estimativa é que a produção de plástico continue aumentando e que os valores dobrem até 2025.

O gerenciamento inadequado dos resíduos de plástico levaram a uma maior contaminação dos corpos d’água doce, estuarino e marinho. Estima-se que em 2014, entraram no oceano entre 4,8 milhões e 12,7 milhões de toneladas de resíduos de plástico.

Entre as principais fontes de resíduos de plásticos se destacam as artes de pesca abandonadas, perdidas ou descartadas, provenientes da pesca e aquicultura. No entanto, os dados não refletem efetivamente a realidade a nível regional e mundial.

Os microplásticos são definidos como itens plásticos que medem menos de 5 mm, esta definição também inclui os nanoplásticos  que são partículas com menos de 100 nanômetros (nm). Os itens plásticos podem ser fabricados dentro desta faixa de tamanho (micro e nanoplásticos primários) ou resultantes da degradação e fragmentação de itens plásticos maiores (micro e nanoplásticos secundários).  Os microplásticos podem entrar os ambientes aquáticos de diversas formas, seja pelas praias, sedimentos, águas superficiais, entre outros.

Os microplásticos contêm uma mistura de produtos químicos que foram adicionados durante o processo de fabricação, os chamados aditivos, contaminantes persistentes, bioacumuláveis e tóxicos (PBTs). A ingestão de microplásticos por organismos aquáticos e a acumulação de PBTs torna-se um perigo para o ambiente marinho.

Os efeitos adversos da ingestão de microplásticos só foram observados em organismos aquáticos em condições laboratoriais, geralmente com concentrações que excedem aquelas encontradas no meio aquático. Em organismos aquáticos selvagens, os microplásticos apenas foram observados no trato gastrointestinal, geralmente em pequenos números. Até o presente momento, não há evidências de que a atividade de microplásticos tenha efeitos negativos nas populações de organismos aquáticos selvagens e cultivados.

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