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Espécies nativas de peixes impulsionam o desenvolvimento da aquicultura brasileira

Espécies nativas de peixes impulsionam o desenvolvimento da aquicultura brasileira
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A atividade aquícola no Brasil tem alavancado sua participação no mercado interno nas últimas décadas, passando de quase zero nos anos 80 para mais de meio milhão de toneladas em 2014. A introdução de espécies internacionais, como o camarão, a tilápia e a carpa tiveram sua dose de contribuição, mas mudou quando espécies nativas passaram a ser o foco da produção.

Publicado no mês de fevereiro pela Acta of Fisheries and Aquatic Resources, a pesquisa “Native fish species boosting Brazilian’s aquaculture development”, de Ulrich Saint-Paul, levanta uma série de informações sobre o desenvolvimento da aquicultura de espécies nativas e não nativas no país

O impulso inicial se deu quando o país começou a produzir peixes de água doce e marinhos utilizando técnicas de hipofisação, registrando-se desde então muitos progressos, especialmente na aquicultura de água doce com a tilápia e a carpa – duas espécies de grande importância no desenvolvimento da aquicultura no Brasil.

Até a metade da década de 90, o foco da aquicultura nacional se concentrava em espécies não nativas, como o black bass (Micropterus salmoides), a tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) e várias espécies de camarão marinhos (Litopenaeus spp.) e de água doce (Macrobrachium rosenbergii).

No entanto, o foco da aquicultura mudou de lá para cá. Espécies nativas passaram a contribuir com mais de 40% na produção total de pescado em território nacional. O grande problema ainda está na falta de conhecimento sobre a biologia, reprodução, nutrição e domesticação, que ainda caminha em passos lentos.

A produção no Brasil deverá aumentar 68% até 2021, devido a investimentos econômicos significativos. A mudança de produção de espécies não endêmicas para espécies nativas certamente aumentará a acessibilidade da população e o consumo de pescado.

Vale destacar que a crescente importação do salmão do Chile e pangasius do Vietnã pode representar entravas dentro do território nacional, como uma opção de concorrência que, por vezes, acaba tendo um preço mais acessível para o mercado consumidor.

No entanto, o uso de espécies nativas é o caminho para o desenvolvimento da atividade aquícola, sendo uma excelente oportunidade de desenvolvimento sustentável para a aquicultura local e mercados regionais.

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