Principal Notícias Cultivo de Peixes Pesquisa mapeia potencial de produção biológica para a aquicultura marinha em todo o mundo

Pesquisa mapeia potencial de produção biológica para a aquicultura marinha em todo o mundo

Pesquisa mapeia potencial de produção biológica para a aquicultura marinha em todo o mundo
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Diante da crescente demanda por proteína animal e da limitação dos recursos pesqueiros a aquicultura marinha vem se destacando como uma excelente oportunidade para alavancar a produção de pescado. E os oceanos representam uma imensa oportunidade para a produção e fornecimento de alimentos.

A maioria das práticas aquícolas ocorrem em terras, em água doce e em águas marinhas costeiras. No entanto, a pressão pelo uso de recursos naturais, a poluição e a destruição de hábitats têm criado uma reputação negativa para a aquicultura em diversos países, colocando desafios para a expansão contínua.

A aquicultura desenvolvida em oceano aberto tem várias vantagens em relação aos métodos de produção tradicionais, incluindo menos conflitos espaciais e uma maior capacidade de assimilação de nutrientes, destacando-se as oportunidades de desenvolvimento marinho mais sustentável.

Mas será que todos os lugares do mundo têm potencial de produção aquícola? A resposta para esta pergunta foi esclarecida no artigo publicado no mês de agosto na Nature Ecology & Evolution, intitulado “Mapping the global potential for marine aquaculture”.

Os pesquisadores mapearam o potencial de produção biológica para a aquicultura marinha em todo o mundo. Foram levantadas vastas áreas em quase todos os países costeiros considerados adequados para o desenvolvimento da aquicultura. A pesquisa utilizou da teoria da fisiologia e do crescimento, juntamente com dados ambientais para quantificar e mapear o potencial global de peixes e bivalves.

Verificou-se que a pressão nas capturas de espécies selvagens poderia ser reduzida utilizando-se menos de 0,015% da área oceânica global para produção aquícola. Mesmo após aplicar restrições substanciais com base nos usos e limitações existentes no oceano, há uma grande quantidade de espaços adequados para o desenvolvimento da aquicultura marinha, apresentando-se como uma excelente oportunidade para diversos países.

As conclusões do estudo apontaram que mais de 11.400.000 km² são potencialmente adequados para peixes e mais de 1.500.000 km² podem ser desenvolvidos para bivalves. Tanto os resultados da produção de peixes quanto de bivalves se mostraram com alto potencial de expansão em todo o mundo, incluindo países tropicais e temperados.

Embora a análise demonstre claramente um vasto potencial da aquicultura marinha, existem importantes fatores ambientais e socioeconômicos adicionais que excluem o espaço aparentemente adequado. Por exemplo, uma avaliação mais refinada pode excluir áreas ambientalmente sensíveis ou de alta biodiversidade, como os recifes de corais.

Quase todos os países costeiros possuem um grande potencial de desenvolvimento da aquicultura marinha e podem atender suas próprias demandas por pescado. No entanto, alguns países tiveram um maior destaque quanto suas áreas potencialmente produtivas, como é o caso da Indonésia. Por exemplo, se esta utilizar apenas 1% da área oceânica propícia para a aquicultura poderia produzir mais de 24 milhões de toneladas de peixes por ano. Fantástico, não é?

A pesquisa revelou que muitos dos países com alto potencial de desenvolvimento da aquicultura marinha não estão produzindo atualmente grandes quantidades. Por exemplo, a produção de peixes marinhos está concentrada em apenas alguns países, como Noruega, Chile e a China, que possuem alto potencial para algumas espécies.

Para os pesquisadores, o futuro da aquicultura marinha está em investir em novas espécies potencialmente produtivas e na utilização de áreas que possuem características adequadas para o desenvolvimento da atividade.

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