Principal Notícias Cultivo de Camarões Já que a tendência do ser humano é consumir insetos, por que não utilizá-los na dieta de peixes e camarões?

Já que a tendência do ser humano é consumir insetos, por que não utilizá-los na dieta de peixes e camarões?

Já que a tendência do ser humano é consumir insetos, por que não utilizá-los na dieta de peixes e camarões?
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O uso de insetos na alimentação humana é uma realidade em muitos países. Existe até uma recomendação da FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, para o consumo de insetos por se tratar de uma rica fonte de proteínas.

Em sua composição por exemplo, a cada 100 gramas de barata da espécie cinéria, 60% é proteína, e em 100 gramas de grilo há 48% de proteína. Já no caso de 100 gamas de boi ou frango, há 20 gramas de proteína. Mas para servirem como alimentos, os insetos precisam passar por um rígido controle de criação.

Porém, além de serem uma alternativa para a alimentação humana, os insetos vem ganhando espaço também na alimentação animal, em substituição a alguns ingredientes da ração. Estes ingredientes são principalmente os usados como fontes proteicas, merecendo destaque para a farinha de peixe e também o farelo de soja, amplamente utilizados em todo o mundo. Além de serem alimentos considerados mais nobres, tem se observado uma flutuação no preço dessas matérias-primas devido à demanda de outros segmentos tais como aves, suínos e pet.

Sendo assim, alguns trabalhos vem sendo desenvolvidos na aquicultura com inclusão dessas farinhas de inseto, tanto para camarões como para peixes e os resultados demonstram-se satisfatórios. Freccia (researchgate.net/publication/309533416_Farinha_de_inseto_em_dietas_de_alevinos_de_tilapia) e colaboradores por exemplo, observaram que a farinha de inseto pode ser empregada como ingrediente proteico alternativo, pois não causou prejuízo no desempenho dos alevinos de tilápia do Nilo.

O Brasil já possuí empresas que produzem insetos para a alimentação animal, como por exemplo a Nutrinsecta, empresa com certificação no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento como Fabricante de Ingredientes para a Alimentação Animal. A empresa trabalha com barata cinéria, grilo e tenébrio.

Notícia sobre uso na alimentação humana: g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2017/04/pesquisadores-desenvolvem-insetos-para-o-uso-na-alimentacao-humana