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Robôs na Piscicultura Marinha – Uma Realidade Chilena

Robôs na Piscicultura Marinha – Uma Realidade Chilena
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Estive no Chile em outubro visitando a AquaSur (uma das maiores feiras de aquicultura) e aproveitando para conhecer o que nossos colegas chilenos andam fazendo em piscicultura marinha. Foram quase vinte dias de viagem. Saímos do sul do Chile (Puerto Montt, local da AquaSur) e rodamos mais de 2.000 km até Caldera (norte do Chile). Visitamos diversos empreendimentos e conhecemos desde cultivos de trutas e salmões até um cultivo de olhetes (Seriola lalandi) em tanques-rede submersíveis. Voltei entusiasmado com o profissionalismo e o grau de tecnologia que é adotado pela piscicultura marinha chilena.

Poderia escrever muito sobre tudo que vi mas nesta coluna vou contar sobre o que mais me chamou atenção. A utilização de ROVs. O que é isto ? Rovs (Remote Operated Vehicle) são pequenos veículos submarinos (40 a 50 kg) impulsionados por motores elétricos e operados de forma remota. Na prática, são pequenos submarinos com câmeras e braços que fazem diversas atividades subaquáticas.

Atualmente diversas operações de rotina na piscicultura marinha (inspeção das panagens e das estruturas de fundeio, retirada de peixes mortos, coleta de água e sedimentos) são realizadas por mergulhadores. Estes trabalhos trazem uma série de riscos não sendo raro a ocorrência de acidentes, muitas vezes fatais. A atividade de mergulho possui alto grau de incidência de problemas laborais.

Preocupados com isto algumas empresas no Chile trabalham com o desenvolvimento e a implementação da tecnologia robótica visando automatizar e potencializar os manejos submarinos nos empreendimentos de piscicultura marinha. Já existe em testes até um ROV que costura panagens! E engana-se quem acha que os ROVs vão tirar o emprego dos mergulhadores. Os mini-submarinos fazem o “trabalho duro” indicando exatamente onde os mergulhadores devem realizar suas tarefas, poupando horas de submersão em inspeções perigosas e possibilitando uma ação “cirúrgica” sobre os pontos que demandam ações de correção.

Pude operar um destes ROVs na AquaSur (e confesso que apesar das minhas limitadas habilidades até que me saí bem) e conhecer o potencial desta tecnologia de precisão. Nas próximas colunas vou contar mais sobre as diversas tecnologias de precisão que os piscicultores marinhos chilenos utilizam. Quem sabe um dia não veremos ROVs inspecionado cultivos de bijupirá no Brasil!

Figura 1. Dra. Vanessa Kuhnen operando um ROV © Eduardo Sanches

Figura 1. Dra. Vanessa Kuhnen operando um ROV © Eduardo Sanches.

Figura 2. Imagens do ROV em operação © Eduardo Sanches

Figura 2. Imagens do ROV em operação © Eduardo Sanches.

Figura 3. ROV disponível na AquaSur © Eduardo Sanches

Figura 3. ROV disponível na AquaSur © Eduardo Sanches.

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