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Impacto ambiental e aquicultura de precisão

Impacto ambiental e aquicultura de precisão
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Nesta nova matéria vamos tratar de um assunto delicado que sempre está presente nos discursos de quem questiona nossa aquicultura: o impacto ambiental.

Como nossa atividade é multidisciplinar, pedi ajuda da Dra.Vanessa Villanova Kuhnen, com doutorado em ecologia, para ampliar nossa conversa. Ela vem desenvolvendo um interessante trabalho de definição de espécies bioindicadoras para avaliação de possíveis impactos ambientais na piscicultura marinha. Estes estudos tem proporcionado boas conversas e acabou motivando este artigo.

Qualquer atividade de produção gera algum tipo de impacto. A questão é como minimizar este impacto para garantir a qualidade do ambiente. Para um aquicultor manter a qualidade do ambiente, onde cria seus peixes, é o primeiro passo para garantir a segurança de sua produção. Estes dias li um artigo que avaliou o impacto de cultivos intensivos de peixes e uma das conclusões mais interessantes foi que os autores apontaram a nossa conhecida conversão alimentar como uma ferramenta para avaliar os danos causados à qualidade de água.

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Os autores provaram que quanto pior a conversão alimentar mais nutrientes são descartados ao ambiente e consequentemente maior o impacto ambiental. Até este ponto nenhuma novidade, até porque o produtor sabe que quanto pior a conversão alimentar menor a rentabilidade do cultivo e ninguém cria peixes para perder dinheiro.

Entretanto, utilizar a conversão alimentar para garantir a qualidade ambiental é algo inovador e que poderia ser incorporado nos mais diversos cultivos. Porém, onde entra a aquicultura de precisão? Nosso laboratório adotou, recentemente, a utilização de alimentadores automáticos para o fornecimento de ração para diversas espécies de peixes marinhos (robalo-flecha, garoupa-verdadeira, bijupirá e ciobas). Após uma série de experimentos nossas principais conclusões foram muito interessantes.